Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026

Home Polícia Polícia desarticula organização criminosa instalada em agência bancária para aplicar golpes no Rio Grande do Sul

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A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Digital Fantasma para desarticular uma sofisticada organização criminosa instalada dentro de uma agência bancária de grande porte em Palmeira das Missões, na Região Noroeste do RS. O grupo é responsável por fraudes que superam R$ 2,4 milhões.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, além de medidas de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros, entre outras ordens judiciais. Durante a ação, três pessoas foram presas: o gerente-geral da agência, sua esposa e um caixa do estabelecimento.

Segundo a Polícia Civil, o furto mediante fraude praticado pelos criminosos se diferencia pela complexidade e por ser operado de dentro da instituição financeira. O grupo era composto pelo gerente-geral da agência, por um operador de sistema e familiares.

Eles monitoravam e selecionavam contas inativas pertencentes a clientes vulneráveis (idosos entre 81 e 96 anos) e até mesmo pessoas falecidas. Para contornar os rigorosos mecanismos de segurança, o operador do sistema inseria a sua própria digital nos leitores biométricos. Fraudulentamente, registrava no sistema que os clientes idosos seriam “analfabetos”, justificando a ausência de assinatura física e validando a operação com a biometria do próprio funcionário do banco.

O gerente-geral, utilizando credenciais de alto nível, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo-lhes rendas fictícias astronômicas (chegando a R$ 2,5 milhões) para elevar artificialmente o score de crédito. Com o crédito aprovado, eram realizados empréstimos pessoais vultosos sem garantias reais.

Para evitar o rastreio digital, os valores eram sacados em espécie. Uma integrante do grupo (esposa do gerente), utilizando disfarces como moletom e capuz para dificultar a identificação pelas câmeras de segurança, realizava saques fracionados que totalizaram mais de R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo.

Investigação

A investigação iniciou após a detecção de inconsistências graves nas operações de crédito da agência. Por meio de um trabalho de inteligência cibernética e análise de logs de sistema, a Polícia Civil conseguiu mapear a estrutura do grupo.

Foi identificado que o gerente-geral atuava como mentor intelectual, chancelando as fraudes, o funcionário subordinado executava a fraude biométrica e o núcleo familiar atuava na logística de saque e lavagem de capitais.

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A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Digital Fantasma para desarticular uma sofisticada organização criminosa instalada dentro de uma agência bancária de grande porte em Palmeira das Missões, na Região Noroeste do RS. O grupo é responsável por fraudes que superam R$ 2,4 milhões.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, além de medidas de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros, entre outras ordens judiciais. Durante a ação, três pessoas foram presas: o gerente-geral da agência, sua esposa e um caixa do estabelecimento.

Segundo a Polícia Civil, o furto mediante fraude praticado pelos criminosos se diferencia pela complexidade e por ser operado de dentro da instituição financeira. O grupo era composto pelo gerente-geral da agência, por um operador de sistema e familiares.

Eles monitoravam e selecionavam contas inativas pertencentes a clientes vulneráveis (idosos entre 81 e 96 anos) e até mesmo pessoas falecidas. Para contornar os rigorosos mecanismos de segurança, o operador do sistema inseria a sua própria digital nos leitores biométricos. Fraudulentamente, registrava no sistema que os clientes idosos seriam “analfabetos”, justificando a ausência de assinatura física e validando a operação com a biometria do próprio funcionário do banco.

O gerente-geral, utilizando credenciais de alto nível, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo-lhes rendas fictícias astronômicas (chegando a R$ 2,5 milhões) para elevar artificialmente o score de crédito. Com o crédito aprovado, eram realizados empréstimos pessoais vultosos sem garantias reais.

Para evitar o rastreio digital, os valores eram sacados em espécie. Uma integrante do grupo (esposa do gerente), utilizando disfarces como moletom e capuz para dificultar a identificação pelas câmeras de segurança, realizava saques fracionados que totalizaram mais de R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo.

Investigação

A investigação iniciou após a detecção de inconsistências graves nas operações de crédito da agência. Por meio de um trabalho de inteligência cibernética e análise de logs de sistema, a Polícia Civil conseguiu mapear a estrutura do grupo.

Foi identificado que o gerente-geral atuava como mentor intelectual, chancelando as fraudes, o funcionário subordinado executava a fraude biométrica e o núcleo familiar atuava na logística de saque e lavagem de capitais.

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