Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

Home Copa do Mundo 2026 Polícia e manifestantes entram em confronto no México durante a abertura da Copa

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Dezenas de manifestantes e policiais entraram em confronto nessa quinta-feira (11) nos arredores do estádio Azteca, na Cidade do México, em meio à partida de abertura da Copa do Mundo de futebol. De acordo com a agência de notícias AFP, um grupo que luta por mais empenho do poder pública na busca por pessoas desaparecidas passou por barreiras e entrou em conflito com a polícia.

Além disso, jovens empunhando pedaços de pau chegaram a quebrar vidros de viaturas que estavam estacionadas. Oficiais utilizaram gás de pimenta para dispersão, e o agrupamento montado foi acionado para reforçar a contenção.

Segundo a agência de notícias, também houve caos e empurra-empurra em uma Fan Fest da Fifa na praça da Constituição, na região central da Cidade do México. Essa confusão, no entanto, ocorreu por conta da quantidade de torcedores presentes e por conta de diversas placas metálicas instaladas no local pela polícia mexicana para proteger o local das manifestações.

A região do estádio estava tomada por uma multidão, que misturava torcedores e manifestantes de diferentes causas, cujo objetivo é aproveitar a visibilidade do Mundial.

Simultaneamente aos protestos pela causa das pessoas desaparecidas, professores pediam aumentos salariais de até 100%. Os sindicatos da categoria querem aproveitar os holofotes da disputa da Copa do Mundo para pressionar o governo nestas reivindicações.

Manifestações

Enquanto a cerimônia de abertura acontecia, manifestações de diversos grupos sociais, principalmente familiares de desaparecidos e professores em greve, ocorriam em diferentes partes da zona sul da Cidade do México.

Os ativistas começaram a se reunir logo cedo com a intenção de se aproximarem do Estádio Azteca, mas no caminho encontraram forte presença policial que os manteve afastados do local, sem, contudo, impedir a chegada dos torcedores.

Professores do ensino fundamental e médio vêm há mais de uma semana reivindicando melhorias salariais e de aposentadoria. Eles rejeitaram a proposta mais recente do governo em uma reunião na noite de quarta-feira.

“Esta partida é uma distração, só serve à Fifa, à Claudia Sheinbaum e aos Estados Unidos”, afirmou um professor grevista, sob condição de anonimato.

Sheinbaum qualificou o protesto de “provocação” para que haja imagens de repressão durante a Copa. E assegurou que não cairá na armadilha. (Com informações de O Globo, g1 e O Estado de S. Paulo)

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