Quinta-feira, 28 de Maio de 2026

Home Política Polícia Federal faz nova investigação sobre empréstimo consignado; Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, vai ser ouvido novamente

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A Polícia Federal (PF) voltou a aprofundar as investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB), com foco em operações de crédito consignado, especialmente no produto conhecido como CredCesta.

O CredCesta é um cartão de benefício consignado oferecido a servidores públicos, aposentados e pensionistas. A operação teve início na Bahia e é apontada por investigadores como um dos principais elos de aproximação entre Daniel Vorcaro e seu ex-sócio, Augusto Lima.

Segundo investigadores, Augusto Lima passou a ocupar papel central nas apurações conduzidas pela Polícia Federal por conta de sua participação em negociações ligadas ao Banco Master e às operações envolvendo o BRB. Lima chegou a ser preso pela PF durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, que investigou suspeitas de irregularidades financeiras e operações consideradas atípicas pelos órgãos de controle.

Além das suspeitas relacionadas ao Banco Master, investigadores também analisam a relação de Augusto Lima com figuras políticas da Bahia. O ex-sócio de Daniel Vorcaro é apontado como próximo de integrantes do PT baiano, entre eles o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

A Polícia Federal deve abrir uma nova fase de depoimentos para aprofundar as investigações sobre os negócios envolvendo o Banco Master e o BRB. De acordo com investigadores do caso, Augusto Lima é apontado como uma das principais conexões utilizadas por Daniel Vorcaro para convencer dirigentes do BRB a comprar carteiras de crédito do banco posteriormente liquidado pelo Banco Central do Brasil.

A expectativa é que Augusto Lima seja novamente ouvido pela Polícia Federal nos próximos dias. Investigadores querem esclarecer detalhes sobre as negociações entre as instituições financeiras, a origem das operações e o papel de intermediários envolvidos nas tratativas.

A nova etapa das investigações tem como base mensagens encontradas no primeiro aparelho celular apreendido de Daniel Vorcaro. Segundo fontes ligadas ao caso, as conversas registradas no aparelho mostram tentativas de articulação para convencer o BRB a avançar na compra de carteiras do Banco Master e, posteriormente, negociar o próprio banco de Vorcaro.

Os investigadores também analisam se houve atuação coordenada para facilitar operações financeiras consideradas de risco ou incompatíveis com critérios técnicos normalmente adotados por instituições públicas. Até o momento, não há condenações definitivas relacionadas ao caso. (Com informações da colunista Ana Flor, do portal de notícias g1)

 

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