Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de janeiro de 2026
A atuação da Polícia Penal evitou, ao longo do ano passado, a entrada de quantidade expressiva de materiais ilícitos nas unidades prisionais do Rio Grande do Sul. Considerando as apreensões em ações extramuros, como rondas externas e a antecipação do lançamento manual ou com o uso de drones sobre as muralhas, os números do Departamento de Segurança e Execução Penal apontam aumento no recolhimento de todos os tipos de produtos.
Os servidores penitenciários evitaram a entrada de 2.893 aparelhos celulares no sistema prisional. No ano anterior, houve a apreensão de 2.667 aparelhos, o que representa um aumento de 8,5%. Quanto aos chips para celulares, o crescimento percentual de peças capturadas é ainda mais significativo: 67%, passando de 1.101 em 2024 para 1.836 em 2025.
O levantamento refere-se a ações de policiamento preventivo externo às unidades, não incluindo as extrações realizadas em revistas gerais nas galerias, as revistas pontuais nas celas ou o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
“São números que demonstram a capacidade técnica dos nossos servidores e a atuação firme contra o crime organizado. É uma contribuição fundamental para o trabalho integrado com a segurança pública e para a melhoria nos índices de diversas áreas, resultado das políticas implementadas pelo governo Eduardo Leite”, avalia o secretário estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom.
Com relação à tentativa de inserção de drogas, o aumento total de confiscos pela Polícia Penal durante o ano passado é 89% maior do que em 2024: 426,3 quilos contra 225,5 quilos.
“É importante destacar que nada disso seria possível sem o empenho e a qualificação dos nossos servidores. Combinados, o combate à comunicação ilícita e o impedimento da entrada de drogas nos estabelecimentos significam menor capacidade de articulação aos grupos criminosos”, disse o superintendente da Polícia Penal gaúcha, Sergio Dalcol.
Também foram interceptados 184 arremessos de armas brancas em 2025, dez a mais do que em 2024.