Domingo, 07 de Agosto de 2022

Home em foco População ucraniana segue resistindo, como pode, aos ataques russos

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Dnipro faz aquilo que está ao alcance dele para lutar. A população no centro da Ucrânia segue à risca a receita do governo. O isopor ralado ajuda o líquido inflamável a grudar em blindados e outros alvos, ampliando o fogo. A praça é a fábrica dessas bombas incendiárias.

Enquanto o Ocidente ainda decide se manda mais armas, todos se viram como podem. Acham que conseguem frear com as mãos comboios quilométricos da Rússia. Em um dos momentos mais frágeis da sua história, a Ucrânia parece mais forte como sociedade. As filas também são para doações de tudo que alguém acha que pode ajudar: cobertor, água e garrafa – que ficou vazia quando ainda tinha festa na Ucrânia.

Muitos com o coquetel molotov nunca nem se envolveram numa confusão. São pessoas comuns que dão tudo de si para defender o lugar deles. Há pelo menos cinco meses, eles ouvem o zum-zum de uma invasão.

O coquetel molotov recebeu esse nome na Guerra de Inverno entre a Finlândia e a União Soviética, em 1939. Os finlandeses “homenagearam” Vyacheslav Molotov, o ministro do Exterior soviético. Um relatório do governo britânico na época informou que a população chegava a atrair os tanques para vielas e atacavam com os molotovs.

O chefe da Diplomacia da Ucrânia lembrou que a última vez em que Kiev enfrentou algo assim foi nesse mesmo período, contra os nazistas. Dmytro Kuleba declarou que a Ucrânia derrotou esse mal e vai fazer de novo agora.

O Exército ucraniano tem funcionado em posições de defesa bastante fixas e depende cada vez mais de civis. O voluntário de Kiev disse que só participa da limpeza porque a Rússia veio bater na porta dele. As armas caem nas mãos de quem quiser lutar – e muitas delas são de origem russa.

Há o mesmo espírito comunitário em Kharkiv. A segunda maior cidade do país sofre com bombardeios mais pesados e o cerco. Moradores saem do abrigo para salvar quem o Kremlin condenou com bombas e artilharia.

Lviv ainda não sentiu o ataque, mas a cidade perto das fronteiras com países da Otan não ficou parada. Muitos deram o passo à frente: do moicano à cabeça branca. O senhor, a metros do uniforme, já não se reconhece no terno da foto. A médica emocionada também se alistou. Ela repete para si mesma que vai dar tudo certo: “Glória à Ucrânia!”.

A biblioteca virou um mutirão. Dezenas de voluntários rasgam tecidos para fazer redes de camuflagem. A bibliotecária contou que as pessoas levam doações e cozinham para os soldados. Todos cantando o hino ucraniano. Ao lado de livros, escrevem uma nova história de resistência.

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