Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de janeiro de 2026
A Nasa deu mais um passo decisivo para levar humanos de volta às proximidades da Lua. No Centro Espacial Kennedy, na Flórida, o enorme foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion começaram o deslocamento do edificio de montagem até a plataforma 39B, marcando o inicio da reta final de preparação para a missão Artemis II. As primeiras oportunidades de lançamento, segundo a agência, ocorrem nos dias 6, 7, 8, 10 e 11 de fevereiro.
A viagem, com duração prevista de cerca de 10 dias, vai levar quatro astronautas para uma passagem ao redor da Lua e retorno à Terra, no primeiro voo tripulado a alcançar a região lunar desde a Apollo 17, em 1972. Apesar da expectativa popular, a missão não inclui pouso na superfície lunar.
A tripulação da Artemis II será formada pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto) e Christina Koch (especialista de missão), além do canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. Segundo comunicado oficial da Nasa, este será o primeiro voo tripulado do programa Artemis e tem função de teste.
“Os astronautas em seu primeiro voo a bordo da espaçonave Orion da Nasa confirmarão que todos os sistemas da espaçonave operam conforme projetado, com a tripulação a bordo no ambiente real do espaço profundo”, disse a Nasa, em nota.
A agência também afirma que o objetivo é consolidar capacidades para missões futuras. “Esta missão provará que os sistemas essenciais de suporte à vida da Orion estão prontos para sustentar nossos astronautas em missões de maior duração à frente e permitirá que a tripulação pratique operações essenciais para o sucesso da Artemis III e além.”
A Artemis II é tratada como o passo mais importante antes de operações ainda mais complexas, com astronautas indo mais longe do que a órbita baixa da Terra e testando a nave no cenário real em que ela precisará funcionar.
O foco da Artemis II é validar sistemas e treinar a tripulação em espaço profundo, não colocar astronautas na superficie lunar. Segundo especialistas ouvidos pela CNN, a resposta está no projeto do veículo que vai voar. “A resposta curta é porque não tem capacidade para isso. Não se trata de um módulo de pouso lunar”, disse Patty Casas Horn, vice-líder de Análise de Missões e Avaliações Integradas da Nasa, em declaração à CNN.
Horn explicou que a decisão segue uma lógica histórica de reduzir riscos, testando capacidades por etapas antes de avançar para fases mais ousadas do programa. “Ao longo da história da Nasa, tudo o que fazemos envolve um certo risco, e por isso queremos garantir que esse risco faça sentido e aceitar apenas o risco necessário, dentro de limites razoáveis”, ressaltou.
“Desenvolvemos uma capacidade, testamos, desenvolvemos outra capacidade e testamos novamente. E chegaremos a pousar na Lua, mas o programa Artemis II é realmente sobre a tripulação”, explicou Patty Casas Horn, vice-lider de Análise de Missões e Avaliações Integradas da Nasa, à CNN.
Ou seja, a missão vai se concentrar em garantir que a Orion, com pessoas a bordo, funcione com segurança e previsibilidade antes de um pouso ser colocado em pauta.
Como será o voo
Após o lançamento, a Orion e o estágio superior vão completar dois giros ao redor da Terra para checagens. A agência afirma que, com tripulação a bordo, “a Orion e o estágio superior vão orbitar a Terra duas vezes para garantir que os sistemas da Orion estejam funcionando como esperado, ainda perto de casa.”
Depois, a espaçonave seguirá em uma trajetória lunar de retorno livre. De acordo com o texto oficial, trata-se de um caminho em que “a gravidade da Terra naturalmente trará a Orion de volta para casa após voar pela Lua.”
Mesmo sem pouso, a missão é tratada como a validação prática do caminho para os próximos voos. A expectativa é que a Artemis II abra espaço para a etapa seguinte do programa, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar nos próximos anos. Com informações da CNN Brasil e portal UOL.