Sábado, 24 de Janeiro de 2026

Home em foco Por telefone, Lula e Xi conversam sobre cooperação entre os países e papel da ONU no mundo

Compartilhe esta notícia:

Os presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na manhã dessa sexta-feira (23). Na ligação, o líder asiático pediu que o Brasil defenda com a China “o papel central” das Nações Unidas no sistema internacional. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, China e Brasil têm papel preponderante para “manter a paz e a estabilidade globais”.

A ligação foi divulgada primeiro pela agência estatal chinesa Xinhua, ainda durante a madrugada. Nessa manhã, o Planalto confirmou o encontro e disse que a conversa entre os dois líderes durou cerca de 45 minutos.

Segundo a agência chinesa, Xi Jinping disse a Lula que Pequim e Brasília devem aprofundar a cooperação estratégica e atuar de forma conjunta para proteger os interesses do Sul Global, defender a equidade internacional e fortalecer o papel central das Nações Unidas.

Xi destacou que China e Brasil têm responsabilidades comuns diante de um cenário internacional marcado por instabilidade e tensões geopolíticas, e defendeu que os dois países trabalhem para promover uma ordem internacional mais justa, baseada no multilateralismo e no respeito ao desenvolvimento dos países emergentes.

O líder asiático disse ainda que a China está disposta a “sempre ser uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe”.

O país também estaria disposto a promover “a cooperação mutuamente benéfica em todas as áreas e um maior desenvolvimento das relações bilaterais”.

Lula, por sua vez, anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025, de acordo com o Planalto.

Defesa da ONU

A China, segunda maior potência econômica do mundo e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, defende o sistema das Nações Unidas, embora reconheça a necessidade de reformas. Trump afirmou que seu Conselho da Paz deverá colaborar com a ONU, mas poderá agir de forma autônoma após ser estabelecido.

Pequim reiterou que, independentemente das mudanças internacionais, continuará defendendo a ONU – instituição na qual a China tem grande influência como membro permanente do Conselho de Segurança.

China e Brasil fazem parte do grupo Brics+, uma aliança ampliada de países emergentes que se reúnem em cúpula anual. Em agosto de 2025, Xi já havia dito a Lula que os dois países poderiam servir de exemplo de “independência” para outros países emergentes.

Ações de Trump

A conversa entre os dois presidentes ocorreu logo após o anúncio feito por Donald Trump, no Fórum de Davos que terminou nesta quinta (22), da criação do chamado Conselho da Paz. Embora China e Brasil tenham sido convidados a participar do novo órgão, nenhum dos dois confirmou adesão. O resumo da conversa entre os presidentes Xi e Lula não menciona o tema, segundo a agência chinesa.

Dos cerca de 60 convites para integrar esse Conselho da Paz, aproximadamente 35 aceitaram participar – a maioria do Oriente Médio, da Ásia e da América do Sul. O Brasil analisa a questão com cautela, segundo analistas ouvidos pela RFI Brasil, em meio aos riscos e incertezas do cenário internacional. (Com informações da RFI, g1 e Agência Brasil)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

“Trump é a maior ameaça à democracia dos Estados Unidos desde a Guerra Civil”, diz ex-ministro brasileiro
Lei permite que Conselho Federal de Medicina barre registro de médico por nota ruim no Enamed? Especialistas respondem
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa