Quinta-feira, 02 de Abril de 2026

Home Porto Alegre Porto Alegre terá um “raio-x” da população em situação de rua

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Por meio de parceria com a Fundação Empresa-Escola de Engenharia (Feeng) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a prefeitura de Porto Alegre iniciou nessa quarta-feira (1º) uma atividade preparatória para o 4º Censo da População em Situação de Rua (PSR). A pesquisa contará com 40 agentes, dividos em oito equipes e cujo objetivo é obter um diagnóstico completo da situação, com base em evidências.

A logística tem por base a divisão da cidade em dez eixos, no âmbito das 17 regiões do Orçamento Participativo (OP). É nesse território que o trabalho será realizado, ao longo de dois meses, priorizando locais que costumam atrair maior concentração de cidadãos com tal perfil – restaurantes populares, casas de passagem e centros de atendimento, por exemplo.

Na sequência, os recenseadores percorrerão ruas do Centro Histórico, Cidade Baixa, Menino Deus, Praia de Belas, Floresta, Bom Fim, parte do São Geraldo, Santana, Independência, Mont’Serrat, Bela Vista, Moinhos de Vento, Três Figueiras e Santana. Depois eles seguirão para os outras áreas, a fim de expandir e aprofundar a pesquisa.

Coordenado pela Secretaria Municipal da Inclusão e Desenvolvimento Humano (Smidh), o levantamento incluirá perfil socioeconômico, causas da vulnerabilidade, nível de acesso a serviços públicos e possíveis caminhos para reinserção social, dentre outros aspectos.

A iniciativa demanda um investimento de R$ 1,93 milhão. Esse montante é oriundo de contrato de empréstimo, pela prefeitura, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O planejamento inclui a estimativa de que um relatório preliminar esteja disponível em julho. De posse desse “raio-x” socioeconômico, a ideia é utilizar os dados como subsídio para novas estratégias de governança, incluindo integração de políticas municipais e qualificação do atendimento oferecido pelo poder público e pela rede de proteção social.

Titular da Smidh, Juliano Passini Smidh contextualiza: “Trata-se de um cenário de vulnerabilidade ampliada pelas enchentes de maio de 2024, que impactaram diretamente Porto Alegre e diversas regiões do Rio Grande do Sul”.

Ele prossegue: “A partir dos dados gerados. O censo marca um avanço na forma como se enfrenta a questão da população em situação de rua. Com base em dados consistentes, poderemos planejar melhor, integrar ações e direcionar investimentos com mais precisão, ampliando o alcance e a efetividade das políticas públicas”.

(Marcello Campos)

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