Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2022

Home Economia Preço médio da gasolina tem queda de 0,45% nos postos, informa a Agência Nacional do Petróleo

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O preço médio da gasolina registrou uma queda de 0,45% nos postos brasileiros, a R$ 6,748 o litro em média, de acordo com levantamento divulgado nesta semana pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No ano, a alta do preço médio é de 20,1%. O valor máximo, de R$ 7,909, foi encontrado em Valença, no Rio de Janeiro.

Ao contrário da gasolina, o preço médio do litro do diesel teve uma leve alta de 0,18% nos postos brasileiros, custando em média R$ 5,366. No ano, a alta acumulada é de 48%. O preço máximo foi de R$ 6,700 o litro novamente em Cruzeiro do Sul, no Acre.

Já o valor médio do litro do etanol caiu 0,35% na semana, para R$ 5,395 – acumulando alta de 69,5% no ano. O preço máximo foi de R$ 7,899 o litro também em Bagé, no Rio Grande do Sul.

O preço do botijão de gás (GLP) de 13 kg, por sua vez, se manteve novamente dentro da estabilidade e fechou a semana em R$ 102,60 – chegando a R$ 140 em Sorriso (MT).

Vidas secas

O movimento de carros está menor nas ruas, nos postos de combustíveis e nos estacionamentos das cidades do extremo Sul do Brasil. Segundo os moradores, a principal razão é o custo do combustível — que não para de subir.

De acordo com um estudo do Ibre/FGV, a inflação do motorista brasileiro chegou a 18,46% no acumulado de 12 meses até outubro.

Em Bagé, a 378 quilômetros de Porto Alegre, o litro da gasolina comum encostou nos R$ 8,00. Tratava-se do preço mais caro no início de novembro, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que entre 31 de outubro a 6 de novembro consultou 4.733 postos de Norte ao Sul do País.

No começo de 2021, o litro da gasolina comum tinha um valor médio de R$ 5,54 em Bagé. De lá pra cá, aumentou R$ 2,46. A escalada chegou a motivar a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara de Vereadores para apurar o motivo dos preços elevados, ainda sem definição.

Para se locomover na “cidade com a gasolina mais cara do Brasil”, o jeito é reorganizar a rotina. Para o pedreiro Eduardo Dutra de Medeiros, 37 anos, o rearranjo inclui ir ao supermercado a cada 15 dias, em vez de ir semanalmente, além de criar roteiros mais econômicos e trocar o meio de transporte.

“Antes eu fazia orçamentos de carro, agora eu deixo todos os pedidos para um único dia, traço um caminho sem muitas voltas e ainda uso a moto da minha esposa para baratear meu custo”, diz Medeiros.

Ele não foi o único bageense a trocar quatro por duas rodas.

Conforme noticiado pela imprensa local, a base do Detran-RS (Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul) registrou o emplacamento de 218 novas motocicletas em Bagé entre janeiro e setembro de 2021.

O aumento foi de 32% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o houve 165 motos registradas. A propaganda de um consórcio é categórica: “Tá afim de economizar na gasolina? Vai de moto nova”.

Além de aderir à moto, Medeiros tem acrescentado o custo da gasolina ao valor da mão de obra — o que não fazia até então.

“Eu calculo a quilometragem da minha casa até o cliente, e quantos dias levo para realizar a obra. Então converto a quantidade de gasolina que vou usar pelo valor que pago pelo litro no posto.”

Segundo o pedreiro, já houve ocasiões que os clientes rejeitaram propostas por causa do adicional cobrado pela gasolina. Ele diz que não tem alternativas — converter o carro para GNV (Gás Natural Veicular) é impraticável: à semelhança de outras cidades próximas à fronteira com a Argentina e o Uruguai, Bagé não tem posto autorizado a vender o produto.

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