Segunda-feira, 04 de Julho de 2022

Home Brasil Presa grávida de nove meses, golpista de Santa Catarina é levada para hospital e tem bebê no Rio

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Uma estelionatária de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, presa junto com outros integrantes da quadrilha, no Leblon, na Zona Sul do Rio, foi levada às pressas para o Hospital Municipal Miguel Couto, no mesmo bairro da capital carioca. Fernanda Natalina dos Santos Lima, grávida de 39 semanas, deu à luz uma menina, na madrugada de quinta-feira (12).

De acordo com as investigações, ela, o namorado, Willian Teixeira Chicorsky, além de Diego Luís Pereyra Ferreira e Angélica de Jesus Albercht aplicavam golpes pela deep web — sites e servidores da internet que não aparecem nas ferramentas de buscas: após adquirirem dados bancários das vítimas, o grupo gerava links falsos de pagamentos em cartões de crédito e transferia altas quantias para contas correntes de “laranjas”. Os prejuízos das vítimas passam de R$ 1 milhão.

Fernanda Natalina dos Santos Lima continua internada no Miguel Couto e, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ela e o filho passam bem. Já os demais presos foram encaminhados para Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, onde vão passar por uma audiência de custódia. Diego, considerado o chefe do bando, já entrou com um pedido de liberdade provisória em que alega a ilegalidade da prisão em flagrante e nega haver indícios de autoria dos crimes descritos no inquérito da 14ª DP (Leblon).

De acordo com a delegada Daniela Terra, titular da 14ª DP, com os valores dos golpes, o grupo ainda realizava compras de bens de luxo, como joias, para revender. Foram identificados dois apartamentos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, onde eles estavam hospedados, e ainda apreendidos com ele um carro Audi Q3, dez celulares, R$ 4 mil em espécie, uma pistola com a numeração raspada, dois carregadores, além de munição.

O inquérito aponta que Diego Luís Pereyra Ferreira, Willian Teixeira Chicorsky, Fernanda Natalina dos Santos Lima e Angélica de Jesus Albercht se beneficiavam dos valores obtidos com os golpes e ostentavam uma vida de luxo, com uso de carros e motos importadas, lanchas e jetski.

“Com a evolução da tecnologia e a disseminação dos bancos digitais, as quadrilhas se especializaram na aplicação de golpes, sobretudo no ambiente da deep web, a parte da internet que fica oculta do grande público. Para evitar esses crimes, é preciso que essas instituições financeiras invistam em segurança e os clientes redobrem a atenção e também não comprem produtos de procedência duvidosa”, explica a delegada Daniela Terra.

Na delegacia, os bandidos ofereceram R$ 150 mil aos policiais para serem liberados. Eles foram autuados em flagrante por estelionato, associação criminosa, corrupção ativa e posse de arma de fogo de uso restrito.

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