Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de fevereiro de 2026
Em meio às altas temperaturas do verão, é comum nos ambientes urbanos o aumento da presença de lagartos da espécie Salvator merianae – popularmente conhecidos por nomes como “teiú-gigante”, “teju” e “marau”. O fato também é constado em Porto Alegre, mas não há motivos para preocupação: conforme a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), o réptil não oferece risco ao ser humano.
“Trata-se de uma espécie silvestre nativa e já adaptada à convivência nas cidades”, esclarece o órgão. “A principal orientação é manter distância e garantir uma rota de fuga para o animal, evitando tentativa de captura.”
Também é importante recolher ração de cães e gatos, manter lixeiras bem fechadas, não deixar restos de alimentos no pátio, limpar entulho, roçar vegetação alta e fechar vãos sob portões, decks e residências. São medidas capazes de reduzir as opções de abrigo e alimentação que atraem o animal.
O lagarto pode atingir até 1,5 metro de comprimento e tem coloração geralmente preta com pintas claras. Seu comportamento é diurno, especialmente nas horas de maior incidência de sol. Não é agressivo e costuma fugir ao perceber a presença humana – embora possa tentar morder quando encurralado ou atacado.
Espécie protegida
A espécie é protegida pela Lei Federal nº 9.605/1998, sendo proibida sua captura, morte ou remoção sem justificativa técnica. Coordenadora da equipe da Fauna Silvestre da Smamus, a bióloga Soraya Ribeiro ressalta:
“O resgate é indicado apenas em situações específicas, como quando o animal está ferido, preso em locais sem saída ou em ambientes sensíveis, como escolas e hospitais”.
Em caso de dúvida ou necessidade de orientação, a população pode entrar em contato pelo telefone 156, disponível 24 horas por dia, ou por meio do aplicativo de mensagens whatsapp da Equipe de Fauna Silvestre: o número é (51) 3289-7517, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h (exceto feriados).
Escoripião-amarelo
Já o escorpião-amarelo é potencialmente perigoso, com uma picada que oferece risco de óbito sobretudo para crianças, idosos e indivíduos com a saúde debilitada. Ao avistar um exemplar da espécie, o porto-alegrense pode ligar diretamente para a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), fornecendo todas as informações solicitadas para que seja recolhido o animal venenoso e identificado possível foco.
Os telefones são (51) 3289-2492 e 3289-2428. Já em caso de picada, deve ser procurado imediatamente o Hospital de Pronto Socorro (HPS).
A principal fonte de alimento do escorpião-amarelo são baratas, fator que o motiva a procurar abrigos infestados por esses insetos. Daí a importâncioa da limpeza frequente de terrenos baldios, quintais e jardins, com retirada de acúmulo de entulhos, folhas secas e lixo não acondicionando em sacos plásticos, que atraem o inseto.
Outra medida essencial é manter fossas sépticas vedadas, paredes externas e muros rebocados, sem vãos ou frestas – o mesmo vale para soleiras de portas e rodapés soltos. Nas áreas internas de domicílios, devem ser utilizadas telas em ralos, pias e tanques. Caixas de energia e telefonia também precisam estar bem fechadas.
Preservar os predadores naturais dos escorpiões também é uma forma de controlar a população do aracnídeo, especialmente aves de hábitos noturnos (como corujas e joão-bobo), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos, gansos e gambás.
Não é recomendado o uso de inseticida: o produto químico exerce ação irritante que pode levar o escorpião a se espalhar pela área, dificultando assim sua captura. E o animal também possui capacidade de permanecer com seus estigmas pulmonares (aberturas que permitem a respiração) fechados por longo período.
(Marcello Campos)