Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026

Home em foco Presidente da Câmara dos Deputados quer punição “exemplar” para acabar com os “excessos” de colegas

Compartilhe esta notícia:

Quando assumiu mais um mandato de presidente da Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro, Arthur Lira (PP-AL) foi categórico ao afirmar que o deputado que extrapolasse na conduta iria responder no Conselho de Ética.

Dois meses depois, Lira pretende cumprir tal promessa. Quer instalar o colegiado já na semana o que vem e com ameaça de punição aos colegas que exageraram nas comissões.

Ninguém perderá o mandato pelos excessos até aqui cometidos, mas a tendência é de que os “exagerados” recebam advertências de até três meses sem salário, como forma de dar o exemplo e de se instituir o respeito.

“Superbloco”

Na última quarta-feira (12), Lira fechou a formação de um novo bloco parlamentar que se tornará o maior da Casa.

No total, o grupo reúne nove partidos de centro e de esquerda, que somam 173 deputados. São eles: PP, União Brasil, PSDB, Cidadania, Solidariedade, Patriota, Avante, PSB e PDT.

Lira decidiu articular o novo bloco em reação ao “blocão” anunciado por MDB, PSD, Podemos, Republicanos e PSC e que até então era o maior da Câmara, com 142 parlamentares.

O tamanho dos blocos, vale ressaltar, é importante porque dá força aos partidos dos grupos para reivindicarem relatorias de projetos relevantes e outros espaços dentro da Casa.

A liderança do novo blocão vai ficar, nesse primeiro ano, com o deputado Felipe Carreiras (PE), atual líder do PSB na Câmara. O PDT deve assumir o comando do grupo em 2024.

A ideia de ter partidos de esquerda na liderança nos primeiros anos foi pensada para diminuir especulações de que o novo blocão articulado por Lira será de oposição ao governo.

Poder

O anúncio da formação de um “superbloco” na Câmara consolida o poder de influência do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e aumenta o peso de sua “chantagem” sobre o governo, segundo avaliação da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

A parlamentar afirmou que o novo arranjo dá mais poderes para escolher e organizar ocupantes de postos estratégicos, como relatorias de projetos importantes.

“Esse superbloco consolida ainda mais o poder do Arthur Lira”, declarou. “Aumenta a lógica da chantagem sobre o governo federal. É a lógica do fisiologismo se sobrepondo a ideias e a projetos de transformação real para o povo.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Após assinar 15 acordos e ter longo encontro com Xi Jinping, Lula encerra viagem à China
Governo reafirma que vai extinguir a isenção para compras internacionais de até 50 dólares
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News