Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026

Home Política Presidente da CPI do INSS anuncia convocação do dono do Banco Master para depor

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informou nesta quarta-feira (28) que os banqueiros Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Luís Félix Cardamone Neto, diretor-presidente do Banco BMG, foram convocados para prestar depoimento à comissão na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro.

Daniel Vorcaro chegou a receber voz de prisão em novembro do ano passado, após tentar deixar o País em meio às investigações por crimes contra o sistema financeiro. Ele foi solto dez dias depois. O banqueiro é acusado de envolvimento em uma fraude estimada em R$ 12 bilhões, relacionada à venda de créditos considerados falsos ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Já Cardamone Neto, assim como Vorcaro, havia sido convocado anteriormente pela CPI. Na ocasião, a escolha dos executivos levou em conta o volume de reclamações registradas contra as instituições financeiras na plataforma Consumidor.gov.br e junto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça.

Em publicação nas redes sociais, Carlos Viana afirmou ainda que a CPI trabalha para reverter uma decisão judicial que, de forma provisória, garante ao empresário Maurício Camisotti o direito de não comparecer ao colegiado. Segundo o senador, a comissão continuará adotando medidas legais para assegurar o esclarecimento dos fatos investigados.

A Polícia Federal (PF) solicitou, em outubro, que um eventual depoimento de Camisotti ocorra de forma reservada. A CPI tenta ouvir o empresário, que está preso na Superintendência da corporação em São Paulo. Carlos Viana já havia pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revisse a decisão que assegurou a Camisotti o direito de não prestar depoimento.

Em 15 de setembro, André Mendonça concedeu ao empresário o direito de “comparecer, ou não, ao referido ato (depoimento), bem como o exercício do direito ao silêncio, em respeito ao princípio constitucional da não autoincriminação”.

Segundo a CPI, Camisotti é apontado como um dos principais articuladores da fraude envolvendo o INSS. As investigações indicam que ele controlava ao menos três entidades que, desde 2021, teriam faturado mais de R$ 1 bilhão por meio de descontos não autorizados aplicados a benefícios previdenciários.

(Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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