Quarta-feira, 18 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de março de 2026
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que espera que os dados da investigação sobre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sejam disponibilizados “o mais breve possível”, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu o acesso ao material apreendido. Segundo ele, a medida busca preservar provas diante de tentativas de divulgação de trechos do material e não comprometer o andamento do inquérito.
“O mais importante neste momento é preservar todo esse material, para que o inquérito corra, a investigação seja feita e, na possibilidade de uma condenação, nenhuma prova seja anulada. Infelizmente, existiram tentativas de vazamento de informações que deveriam permanecer restritas ao âmbito da investigação.”
Viana também negou direcionamento político ou “vingança” na condução dos trabalhos da CPMI ao ser questionado sobre a inclusão de igrejas nas apurações.
O senador ainda indicou a ampliação do compartilhamento de dados com outras frentes investigativas, ao anunciar que pretende pedir o envio de informações fiscais à CPMI do Crime Organizado, incluindo dados relacionados a investigados.
“Vou apresentar requerimento para compartilhamento da quebra de sigilo fiscal com a CPMI do Crime Organizado. Esse material ficará à disposição dos parlamentares para todo e qualquer tipo de investigação.”
O senador também criticou a dependência da CPI em relação a decisões do Supremo para avançar nas investigações, especialmente no que diz respeito à convocação de investigados. Ele afirmou que a comissão aguarda julgamento de recurso para tentar garantir o comparecimento de Daniel Vorcaro e de outros nomes.
“Nós estamos na dependência agora do julgamento do nosso recurso para que a gente possa dar sequência. Enquanto o Parlamento não modificar a lei, nós estaremos a reboque do Supremo Tribunal Federal.”
Prorrogação
Viana afirmou que a continuidade da comissão é essencial para o avanço das investigações e disse que a eventual não prorrogação dos trabalhos representará uma perda para o País. Segundo ele, o Congresso terá responsabilidade histórica caso o apuração seja interrompida.
A prorrogação dos trabalhos, no entanto, depende de uma decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). O governo tenta costurar um acordo para que essa extensão seja de apenas 15 dias e não de 60, como pede a oposição. Se não houver mudança, a última sessão do colegiado será no dia 26 de março.
Viana também criticou a dependência da CPMI em relação a decisões do STF para avançar nas investigações, especialmente no que diz respeito à convocação de investigados. Ele afirmou que a comissão aguarda julgamento de recurso para tentar garantir o comparecimento de Daniel Vorcaro e de outros nomes.
“Nós estamos na dependência agora do julgamento do nosso recurso para que a gente possa dar sequência. Enquanto o Parlamento não modificar a lei, nós estaremos a reboque do Supremo Tribunal Federal.”
O senador defendeu ainda ampliar o escopo político da investigação ao sugerir a oitiva conjunta de dirigentes do Banco Central (BC), argumentando que o caso Banco Master atravessa diferentes governos e exige explicações de autoridades de gestões distintas.
“O Master tem relacionamentos que perpassaram governos que ocuparam o Palácio do Planalto. Tanto o ex-presidente do Banco Central quanto o atual têm responsabilidades e explicações a dar”, disse. (Com informações do jornal O Globo)