Sábado, 24 de Fevereiro de 2024

Home em foco Presidente da Federação das Indústrias de São Paulo recusa convite para ser ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, recusou o convite para ser ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que será recriada no novo governo. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva havia conversado com Josué na semana, durante encontro em Brasília. Porém, o empresário disse que não tinha condições de aceitar, sob o argumento de que não poderia assumir como um derrotado na Fiesp. O empresário alegou que, se fizesse isso, pareceria um “refugiado” dentro do governo.

Josué viajou com a família para os Estados Unidos e, antes de embarcar, conversou com Lula por telefone. O presidente da Fiesp tem enfrentado uma crise na entidade porque parte da diretoria quer destituí-lo. Ele, porém, reagiu a edital assinado por sindicatos patronais, que convocaram uma assembleia para o próximo dia 21, com o objetivo de tirá-lo do cargo.

A insatisfação com Josué aumentou quando a Fiesp divulgou carta em defesa da democracia, há quatro meses. O texto foi lido na manifestação em frente à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 11 de agosto, e provocou protestos. Foi interpretado como um aceno favorável a Lula.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o empresário Paulo Skaf, ex-presidente da Fiesp, tem questionado a administração de Josué, que comanda a Coteminas. Filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011, o empresário sempre foi muito próximo a Lula. A amizade aumentou durante os dois mandatos do petista. No ano passado, Lula chegou a sondar Josué para ser vice em sua chapa, mas ele também recusou.

PEC da Transição

A PEC da Transição aumenta em R$ 193,7 bilhões as despesas do governo em 2023 e pode levar a dívida bruta do governo para 81,8% do PIB em 2026, último ano do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com os gastos extras da PEC, a dívida subiria 8,1 pontos porcentuais.

Os cálculos são do Tesouro Nacional, que usou como base o texto da PEC aprovado no Senado, que ainda precisa passar pela Câmara. O valor de referência que tem sido usado pelos parlamentares é de R$ 168 bilhões: uma expansão do teto de gastos em R$ 145 bilhões para financiar o novo Bolsa Família e até R$ 23 bilhões em aumento de despesas neste ano, fora da regra fiscal, para investimentos.

Já o Tesouro, que projeta um impacto maior, leva em conta outras exceções ao teto de gastos incluídas na PEC, como investimentos com recursos dos fundos Pis/Pasep, cerca de R$ 24,6 bilhões, e com receitas próprias de instituições federais de ensino, perto de R$ 1 bilhão.

No cenário de referência usado pelo Tesouro, a dívida bruta do País passaria de 73,7% para 79,1% em 2026. Já com a PEC, a dívida fecha este ano em 73,9% e vai a 81,8% em 2026.

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