Terça-feira, 31 de Março de 2026

Home Esporte Presidente da Fifa garante o Irã na Copa do Mundo

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta terça-feira (31) que o Irã estará na Copa do Mundo, em meio a um cenário de incertezas envolvendo a seleção e o contexto político do país. A declaração foi dada durante um amistoso entre o Team Melli e a Costa Rica, em Antália, na Turquia.

“Estamos aqui para isso. Estamos felizes porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente”, disse Infantino no intervalo da partida, ao assegurar a presença iraniana no Mundial. A fala surge após especulações sobre uma possível exclusão do país, diante de pressões internacionais e debates sobre direitos humanos e interferência política no futebol.

Apesar da garantia da Fifa, o principal impasse agora não é mais a participação, mas onde o Irã jogará. O presidente da Federação Iraniana, Mehdi Taj, afirmou que o país vai “boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo”, mesmo com partidas inicialmente previstas em cidades americanas. A decisão está ligada à crise diplomática e à falta de garantias de segurança, além de dificuldades na emissão de vistos e apoio logístico à delegação.

Diante do cenário, a possibilidade de transferir os jogos do Irã para o México entrou em discussão. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país está aberto a receber as partidas, caso a FIFA considere a mudança viável. A própria federação iraniana confirmou negociações nesse sentido, em meio ao endurecimento do discurso de autoridades americanas — incluindo declarações de Donald Trump sugerindo que o Irã não deveria disputar o torneio “por sua própria segurança”.

O caso expõe um cenário inédito para a Copa de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá. Classificado para o Grupo G, com jogos previstos em Los Angeles e Seattle, o Irã virou o centro de uma disputa que mistura futebol e geopolítica. Ao garantir a presença da seleção, Infantino tenta preservar o princípio esportivo da FIFA — mas, na prática, a organização do Mundial pode ter de lidar com ajustes logísticos sem precedentes.

Guerra

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou os líderes europeus de que qualquer intervenção na guerra teria “consequências perigosas”, segundo um comunicado sobre uma conversa por telefone com António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Na ligação, Pezeshkian criticou o que classificou como uma postura “negativa e tendenciosa” da União Europeia em relação à ação militar dos EUA e de Israel contra o Irã, afirmando que os ataques constituem uma grave violação do direito internacional e dos princípios que a Europa alega defender.

Até o momento, as nações europeias se distanciaram da guerra, recusando-se a participar de ações ofensivas, embora algumas estejam fornecendo apoio militar aos países do Golfo. O presidente dos EUA, Donald Trump, usou as redes sociais na manhã desta terça para criticar os europeus mais uma vez por não intensificarem seus esforços.

Pezeshkian, por sua vez, também afirmou que o Irã iniciou negociações com os Estados Unidos “de boa-fé”, mas foi atacado novamente durante as conversas — o que, segundo ele, demonstra a falta de um compromisso genuíno dos EUA com a diplomacia. (Com informações do jornal O Globo e do portal CNN Brasil)

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