Sexta-feira, 14 de Junho de 2024

Home em foco Presidente da Ucrânia fala em genocídio e apela a tribunal da ONU em Haia

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A invasão da Rússia foi caracterizada como terrorismo pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, neste domingo (27). “Isso é terror. Eles vão bombardear ainda mais as nossas cidades ucranianas, eles vão matar as nossas crianças de forma ainda mais sutil. Esse é o mal que veio à nossa terra e precisa ser destruído”, disse ele, em uma mensagem de vídeo curta.

“As ações criminosas da Rússia contra a Ucrânia têm sinais de genocídio”, afirmou o presidente. Ele afirmou que não há nada que os inimigos não considerem um alvo legítimo: “Eles lutam contra todos, eles lutam contra todas as coisas vivas — escolas de jardim de infância, prédios residenciais, até ambulâncias.”

Tribunal de Haia

A Ucrânia protocolou um processo contra a Rússia no Tribunal Penal Internacional, em Haia, disse o presidente Volodymy Zelensky no Twitter.

“A Rússia deve responder por ter manipulado a noção de genocídio para justificar a agressão. Nós exigimos uma decisão urgente para pedir que a Rússia pare com as atividades militares agora e esperamos que o processo comece na semana que vem”, disse ele.

Zelensky já havia falado neste domingo, ao rejeitar uma proposta de negociações da Rússia que, segundo ele, não são reais. A Ucrânia só quer negociações de verdade sobre a ofensiva militar, e sem ultimatos, disseram assessores do presidente. O governo da Rússia havia afirmado que enviou uma delegação à cidade de Gomel, na Belarus, e que aguardava os ucranianos.

Zelensky rejeitou a oferta e disse que tropas russas que invadiram seu país partiram justamente de território belorusso. Há possibilidade de negociações em algum outro local, no entanto. Um assessor do presidente da Ucrânia afirma que Zelenksy só quer negociações reais e não aceita ultimatos.

Força nuclear

Putin, disse neste domingo (27/2) que está colocando a força nuclear estratégica da Rússia em “alerta especial” — o nível mais alto. Em conversa com oficiais militares, incluindo o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, Putin disse que as nações ocidentais tomaram “ações hostis” em relação à Rússia e impuseram “sanções ilegítimas”.

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, reagiu ao anúncio de Putin afirmando que em nenhum momento a Rússia esteve sob ameaça da Otan. “Nós o vimos fazer isso várias vezes. Em nenhum momento a Rússia esteve sob ameaça da Otan ou esteve sob ameaça da Ucrânia”, disse ela à ABC News.

“Isso tudo é um padrão do presidente Putin e vamos enfrentá-lo. Temos a capacidade de nos defender, mas também precisamos chamar a atenção para o que estamos vendo aqui vindo do presidente Putin”, acrescentou.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse que a atitude de Putin é “inaceitável”.

“Isso significa que o presidente Putin continua a escalar esta guerra de uma maneira totalmente inaceitável e temos que seguir contendo suas ações da maneira mais forte possível”, disse ela em entrevista à CBS News.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que a ordem de Putin é “perigosa” e “irresponsável”. “É claro que quando você combina essa retórica com o que eles estão fazendo na Ucrânia — travando uma guerra contra uma nação independente e soberana, conduzindo uma invasão completa da Ucrânia — isso aumenta a gravidade da situação”, disse ele à CNN.

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