Quarta-feira, 08 de Abril de 2026

Home Política Presidente do Banco Central deve ir à CPI do Crime Organizado para falar do caso Master

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O presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Gabriel Galípolo, deve aceitar o convite e comparecer à CPI do Crime Organizado para prestar esclarecimentos sobre o caso envolvendo o Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro. A informação foi confirmada pelo jornal Valor Econômico e indica que a participação do atual chefe da autoridade monetária é considerada relevante para o andamento das investigações.

A sessão está prevista para ocorrer nesta quarta-feira (8), no âmbito da comissão instalada no Senado Federal do Brasil. Além de Galípolo, a comissão também pretende ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com o objetivo de que ambos apresentem esclarecimentos sobre a atuação da autarquia em relação ao Banco Master, que foi posteriormente liquidado, e a seu controlador. Até o momento, Campos Neto ainda não confirmou presença na audiência.

O convite a Galípolo atende a um requerimento apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). O parlamentar busca esclarecimentos não apenas sobre a condução técnica do Banco Central no caso, mas também sobre uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em novembro de 2024. Segundo o requerimento, participaram do encontro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galípolo e outros integrantes do governo, além do banqueiro investigado.

Na justificativa do pedido, Girão afirma que a oitiva pretendida “não se dirige à atividade técnica do Banco Central em si, mas à necessidade de assegurar transparência institucional e afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro”. A declaração reforça o caráter institucional da convocação, com foco na obtenção de informações e esclarecimentos.

Já a eventual participação de Campos Neto deve abordar decisões tomadas durante sua gestão, incluindo a autorização concedida em 2019 para que Vorcaro assumisse o controle do antigo Banco Máxima, posteriormente rebatizado como Banco Master. Outro ponto previsto para discussão envolve o possível envolvimento de servidores do Banco Central em uma rede de contatos que, segundo investigações, poderia ter fornecido informações privilegiadas ao empresário.

“A experiência acumulada por Roberto Campos Neto à frente do Banco Central o coloca em posição privilegiada para contribuir com uma dimensão prospectiva igualmente importante para esta Comissão: a identificação de lacunas regulatórias e a proposição de aperfeiçoamentos institucionais que possam fortalecer a capacidade do sistema financeiro nacional de resistir à infiltração de organizações criminosas”, defendeu o autor do convite feito a Campos Neto, o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE). (Com informações do portal InfoMoney)

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