Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 1 de janeiro de 2026
O presidente de Equador, Daniel Noboa, declarou nessa quarta-feira (31) estado de exceção em nove das 24 províncias do país, devido ao aumento de homicídios provocado pela crescente violência de gangues do narcotráfico. O país sul-americano encerra 2025 com um novo recorde de homicídios. Entre janeiro e novembro deste ano, mais de 8.300 pessoas foram assassinadas, segundo informações do Ministério do Interior.
O número supera o registrado em 2023, quando a nação alcançou o recorde de 47 homicídios por cada 100 mil habitantes. O Observatório do Crime Organizado estima que, em 2025, a taxa será de 52 mortes violentas por cada 100 mil pessoas.
O estado de exceção “por grave comoção interna” se estenderá por 60 dias nas províncias costeiras de Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Esmeraldas e Santo Domingo, na andina Pichincha e na amazônica Sucumbíos, segundo o documento assinado por Noboa.
A medida também afeta as localidades de La Maná, na província de Cotopaxi, e de Las Naves e Echeandía, em Bolívar.
De acordo com o decreto, entre 1º de novembro e 23 de dezembro houve mais de 1.200 homicídios nas nove províncias. A maioria das mortes se concentrou em Guayas (sudoeste).
Na prática, o estado de exceção permitirá à força pública realizar “buscas imediatas, quando houver indícios” de que em um local “estejam ocultos integrantes de grupos armados organizados ou de estruturas de criminalidade organizada, ou se encontrem armas, munições, explosivos” ou drogas, acrescenta o documento.
O Equador trava uma guerra contra gangues do narcotráfico com conexões com cartéis internacionais que, em sua sangrenta disputa por poder, transformaram o país no mais violento da América Latina.
O país ganhou protagonismo no narcotráfico internacional por sua localização estratégica, como porta de saída da cocaína colombiana e peruana vendida na Europa e nos Estados Unidos. (Com informações do jornal O Globo)