Sexta-feira, 14 de Junho de 2024

Home Mundo Presidente dos EUA discutirá ataque russo à Ucrânia com aliados nesta segunda

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O presidente dos EUA, Joe Biden, fará uma reunião virtual, direto da Casa Branca, com aliados e parceiros, nesta segunda-feira (28) pela manhã. O objetivo é discutir os últimos desenvolvimentos sobre o ataque da Rússia à Ucrânia e coordenar uma resposta unificada.

O encontro ocorrerá no mesmo dia em que está prevista uma rodada de negociação entre russos e ucranianos. Segundo o jornal The New York Times, a delegação ucraniana já chegou à fronteira Ucrânia-Bielorrússia para o encontro. O grupo de Kiev inclui o ministro da Defesa, o chefe do partido de Zelensky no Parlamento e o vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia.

“A questão-chave das negociações é um cessar-fogo imediato e a retirada das tropas da Ucrânia”, disse o gabinete do presidente, em um comunicado à imprensa. A delegação da Rússia está sendo liderada por Vladimir R. Medinsky, ex-ministro da Cultura e conselheiro do presidente Vladimir Putin.

O clima no momento é de tensão, após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciar a decisão de colocar as forças nucleares russas em alerta máximo, em resposta a ações da Otan.

A Embaixada dos EUA em Kiev orientou os cidadãos americanos a deixar a Ucrânia, segundo noticiou o The New York Times. Por conta do intenso tráfego nos principais pontos de passagem para Polônia e Moldávia, que provocam esperas de mais de 30 horas em alguns casos, a embaixada recomendou a saída do país pelas fronteiras com Hungria, Romênia e Eslováquia.

Tráfego aéreo

Neste domingo (27), as nações europeias e o Canadá se movimentaram para fechar seus espaços aéreos a aeronaves russas, uma medida sem precedentes destinada a pressionar Putin a encerrar a invasão da Ucrânia, o maior ataque a um estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

Os Estados Unidos estão considerando uma ação semelhante, mas ainda não tomaram uma decisão final, segundo autoridades americanas. O governo dos EUA disse que os cidadãos devem considerar deixar a Rússia imediatamente em voos comerciais, citando um número crescente de companhias aéreas cancelando voos.

Alemanha, Espanha e França se juntaram à Grã-Bretanha, aos países nórdicos e bálticos ao declarar proibições ao uso russo de seu espaço aéreo, uma grande escalada em uma tática da maioria dos aliados da Otan para engrenar uma guerra econômica contra Putin.

Google Maps

O Google desativou dados de tráfego ao vivo para a Ucrânia, em seu serviço Google Maps. Segundo um porta-voz da empresa, a decisão foi tomada para garantir a segurança da comunidade local. Os dados incluíam movimentação de tráfego ao vivo e informações sobre multidões em locais públicos.

A Meta, empresa controladora do Facebook, também suspendeu, neste domingo, campanhas de influência direcionadas a usuários na Ucrânia. Os esforços foram vinculados a usuários tambpem na Rússia, bem como a um grupo de hackers supostamente afiliado à Bielorrússia, que estavam disseminando links com informações falsas e notícias enganosas.

Elon Musk fornece tecnologia de internet à Ucrânia

O empresário e fundador da Tesla Elon Musk está fornecendo à Ucrânia os serviços de internet Starlink, tecnologia via satélite de alta velocidade da SpaceX, uma de suas companhias.

A confirmação do auxílio aos ucranianos veio após pedido do vice primeiro-ministro do país pelo Twitter, neste sábado (26), respondido horas depois por Musk.

“Enquanto tenta colonizar Marte, a Rússia tenta ocupar a Ucrânia. Enquanto os seus foguetes pousam a partir do espaço com sucesso, os foguetes da Rússia atacam civis ucranianos. Te pedimos que forneça à Ucrânia estações da Starlink”, pediu, em tom provocativo, o vice primeiro-ministro e ministro da Transição Digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, ao empresário.

Horas depois, Musk respondeu ao apelo de Fedorov: “O serviço Starlink agora está ativo na Ucrânia. Mais terminais estão a caminho”.

A Starlink possui mais de 2.000 satélites lançados à atmosfera, e provê cobertura em quase todo o planeta.

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