Sábado, 10 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de janeiro de 2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu ao presidente Lula, nesta sexta-feira (9), pelo “apoio e solidariedade” à Venezuela. O gabinete de Rodríguez emitiu um comunicado sobre as conversas que ela manteve com outros líderes mundiais após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
“Mantive conversas com o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro; e o primeiro-ministro do Reino da Espanha, Pedro Sánchez, no contexto da grave, criminosa, ilegal e ilegítima agressão perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela”, afirma o comunicado.
O Palácio do Planalto já havia confirmado que Lula conversou com a líder venezuelana no sábado, dia 3 de janeiro, horas após a operação militar americana em Caracas.
“Expressei minha especial gratidão ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo brasileiro pelo apoio e solidariedade demonstrados à Venezuela nos momentos mais críticos após a agressão sofrida”, afirmou a presidente interina no comunicado.
Ela destacou que, nas conversas com os líderes internacionais, forneceu informações detalhadas sobre o ataque dos EUA, que ela afirma ter resultado em mais 100 mortes de civis e militares.
“Concordamos também na necessidade de avançar em uma ampla agenda de cooperação bilateral, baseada no respeito ao direito internacional, à soberania dos Estados e ao diálogo entre os povos”, acrescentou Rodríguez.
“Reafirmei que a Venezuela continuará a enfrentar essa agressão por meio de canais diplomáticos, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana de Paz, como o único caminho para defender nossa soberania e preservar a paz”, concluiu.
Diálogo
Lula conversou nesta quinta-feira (8) com os líderes de Colômbia, Canadá e México sobre a situação da Venezuela. Lula e o presidente colombiano, Gustavo Petro, negaram a legitimidade da ação do governo de Donald Trump contra Nicolás Maduro.
“Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”, disse o governo brasileiro em nota após a ligação.
Segundo o governo brasileiro, Lula e Petro destacaram na conversa que a ação dos Estados Unidos constitui “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”.
“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela”, diz a nota.
O Palácio do Planalto afirmou que os presidentes também saudaram o anúncio feito na tarde desta quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.
Além do presidente da Colômbia, Lula conversou com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre a Venezuela. Em comunicado, o gabinete de Carney informou que os dois líderes reafirmaram apoio a um processo de transição pacífico no país. Segundo o texto, o processo deve ocorrer de forma negociada e sob liderança dos próprios venezuelanos.
“Os líderes enfatizaram a necessidade de todas as partes respeitarem o direito internacional e o princípio da soberania”, afirmou o governo canadense.
Na conversa com Lula, a presidente mexicana discutiu com Lula a possibilidade de cooperação para a construção da paz na Venezuela e rejeitou a ideia de “zonas de influência”, em relação a atuação dos EUA na região. (Com informações dos portais de notícias CNN Brasil e g1)
Por Redação Rádio Pampa | 9 de janeiro de 2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu ao presidente Lula, nesta sexta-feira (9), pelo “apoio e solidariedade” à Venezuela. O gabinete de Rodríguez emitiu um comunicado sobre as conversas que ela manteve com outros líderes mundiais após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
“Mantive conversas com o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro; e o primeiro-ministro do Reino da Espanha, Pedro Sánchez, no contexto da grave, criminosa, ilegal e ilegítima agressão perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela”, afirma o comunicado.
O Palácio do Planalto já havia confirmado que Lula conversou com a líder venezuelana no sábado, dia 3 de janeiro, horas após a operação militar americana em Caracas.
“Expressei minha especial gratidão ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo brasileiro pelo apoio e solidariedade demonstrados à Venezuela nos momentos mais críticos após a agressão sofrida”, afirmou a presidente interina no comunicado.
Ela destacou que, nas conversas com os líderes internacionais, forneceu informações detalhadas sobre o ataque dos EUA, que ela afirma ter resultado em mais 100 mortes de civis e militares.
“Concordamos também na necessidade de avançar em uma ampla agenda de cooperação bilateral, baseada no respeito ao direito internacional, à soberania dos Estados e ao diálogo entre os povos”, acrescentou Rodríguez.
“Reafirmei que a Venezuela continuará a enfrentar essa agressão por meio de canais diplomáticos, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana de Paz, como o único caminho para defender nossa soberania e preservar a paz”, concluiu.
Diálogo
Lula conversou nesta quinta-feira (8) com os líderes de Colômbia, Canadá e México sobre a situação da Venezuela. Lula e o presidente colombiano, Gustavo Petro, negaram a legitimidade da ação do governo de Donald Trump contra Nicolás Maduro.
“Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”, disse o governo brasileiro em nota após a ligação.
Segundo o governo brasileiro, Lula e Petro destacaram na conversa que a ação dos Estados Unidos constitui “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”.
“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela”, diz a nota.
O Palácio do Planalto afirmou que os presidentes também saudaram o anúncio feito na tarde desta quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.
Além do presidente da Colômbia, Lula conversou com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre a Venezuela. Em comunicado, o gabinete de Carney informou que os dois líderes reafirmaram apoio a um processo de transição pacífico no país. Segundo o texto, o processo deve ocorrer de forma negociada e sob liderança dos próprios venezuelanos.
“Os líderes enfatizaram a necessidade de todas as partes respeitarem o direito internacional e o princípio da soberania”, afirmou o governo canadense.
Na conversa com Lula, a presidente mexicana discutiu com Lula a possibilidade de cooperação para a construção da paz na Venezuela e rejeitou a ideia de “zonas de influência”, em relação a atuação dos EUA na região. (Com informações dos portais de notícias CNN Brasil e g1)