Domingo, 10 de Maio de 2026

Home Economia Preso, ex-presidente do Banco de Brasília é transferido para a Papudinha

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Em meio à negociação por um acordo de delação premiada, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a transferência na sexta-feira (8).

O ex-presidente do BRB já estava há cerca de um mês no Complexo Penitenciário da Papuda, mas em uma unidade prisional sob regime de segurança máxima, onde os atendimentos dos advogados em parlatórios são restritos. Costa ficará isolado no mesmo aposento antes ocupado pelo ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro.

A prisão preventiva em um estabelecimento distinto de outros investigados é um dos benefícios previstos para um colaborador. De acordo com a Lei das Organizações Criminosas, “cumprir pena ou prisão cautelar em estabelecimento penal diverso dos demais corréus ou condenados” é uma das contrapartidas da delação.

A Papudinha é conhecida por celas espaçosas, “copa” e até TV. Antes de Bolsonaro ser recebido em um dos aposentos, o local passou por reformas. O Metrópoles apurou que a cela onde ficou o ex-presidente da República conta com 38,5 m², varanda e um espaço privativo ao ar livre.

Paulo Henrique sinalizou o interesse em negociar uma colaboração premiada a Mendonça no último dia 28 de abril. Àquela altura, o ex-presidente do BRB havia solicitado sua transferência para a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde também está preso o sócio-fundador do Banco Master Daniel Vorcaro.

Amigos e familiares já aconselhavam Paulo Henrique a celebrar um acordo de colaboração antes mesmo de a PF prendê-lo. A expectativa é de que as informações que tem o ex-presidente do BRB ampliem a investigação sobre integrantes do primeiro escalão do governo Celina Leão (PP) e empresários de Brasília.

O ex-presidente do BRB indicou a intenção de firmar um acordo de delação premiada dias após trocar sua defesa. Até então representado pelo criminalista Cleber Lopes, Paulo Henrique passou a ter como advogados o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) Eugênio Aragão e Davi Tangerino.

Tangerino conduziu a celebração de dois acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o rombo de mais de R$ 20 bilhões nas Americanas. O criminalista advoga para o ex-diretor Marcelo Nunes e para a ex-superintendente Flávia Carneiro. Ele também foi assessor do ministro aposentado Ricardo Lewandowski.

Aragão fez carreira no MPF, onde foi corregedor-geral e se aposentou como subprocurador-geral da República, em 2017. O criminalista ainda foi ministro da Justiça durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando viu o próprio MPF celebrar uma série de acordos de delação durante a operação Lava Jato. (Com informações do portal Metrópoles e O Tempo)

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