Sábado, 30 de Maio de 2026

Home Economia Previsão de crescimento do PIB do Brasil é de 1,9% para este ano

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A alta de 1,1% do PIB no primeiro trimestre, em linha com as estimativas do mercado, confirmou o reaquecimento da atividade doméstica e o crescimento disseminado entre os setores da economia. Para os próximos trimestres, a expectativa é de que, assim como em anos anteriores, esse crescimento vá perdendo tração, a despeito do efeito positivo de políticas do estímulo do governo, avaliam economistas consultados pelo Projeções Broadcast.

A estimativa mediana para o segundo trimestre, por exemplo, é de crescimento de 0,4%. As projeções para a próxima leitura variam de 0,1% a 0,5%. Já a estimativa intermediária para o resultado final no ano é de crescimento de 1,9%, desacelerando em relação à alta de 2,3% registrada no acumulado de 2025. Entre os analistas consultados, as projeções vão de 1,5% (caso do Banco BV) a 2,3% (Banco Ribeirão Preto). Já Bradesco e JPMorgan esperam 1,8%.

O economista do Daycoval Antonio Ricciardi destaca que é difícil o desempenho do PIB do primeiro trimestre se repetir nos períodos seguintes por conta dos efeitos restritivos da política monetária, em meio à expectativa de uma Selic que deve ficar mais alta do que o esperado antes do início da guerra no Oriente Médio. Além disso, acrescenta ele, o próprio choque de petróleo tende a ter efeito de baixa sobre a atividade.

“Você tem um choque de custos sobre a economia e, naturalmente, o efeito negativo a longo prazo”, avalia ele, que projeta desaceleração do ritmo de alta do PIB para 0,3%, no segundo trimestre, e novo arrefecimento no terceiro (0,1%).

Estímulo

O economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos, prevê crescimento de 0,5% para o PIB do segundo trimestre, com expectativa de que a demanda interna continuará sendo sustentada pelas políticas de estímulos do governo. Segundo ele, esses estímulos, como a isenção do Imposto de Renda e o reajuste do salário mínimo, já levaram a resultados acima do esperado em algumas métricas do PIB do primeiro trimestre, como o consumo das famílias, que expandiu 1% no período. “O consumo não cresceria tanto sem as medidas de estímulo.” A projeção da XP é de alta de 2% para o PIB de 2026.

No Barclays, a projeção também é de avanço de 2% para o PIB do ano, e o economista para Brasil do banco, Roberto Secemski, avalia que o viés é de alta, dados os efeitos não só das políticas de estímulo, mas também o mercado de trabalho que permanece resiliente. O avanço na extração de petróleo, acrescenta, também tende a ser outro fator positivo para a economia doméstica. (As informações são de O Estado de S. Paulo)

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