Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026

Home Brasil Prisão domiciliar para Bolsonaro une Michelle e Tarcísio entorno de Flávio avalia que atuação do governador pode ser um tiro no pé

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Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) apostam na atuação dele e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) para reabilitar a candidatura presidencial do governador de São Paulo.

Apesar de o ex-presidente ter indicado o filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu representante na disputa eleitoral deste ano, um grupo do entorno do governador avalia que a situação ainda pode mudar.

Na quinta-feira (15), Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), transferiu Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal conhecido como Papudinha, o que foi considerado uma vitória por bolsonaristas. Eles destacam que o objetivo final ainda é o regime domiciliar.

O ex-presidente estava preso em casa até novembro, quando admitiu uma tentativa de violar sua tornozeleira eletrônica e foi transferido para uma sala na Superintendência da Polícia Federal.

A transferência para a Papudinha, junto ao complexo da Papuda, ocorreu horas após Moraes ter recebido Michelle. A ex-primeira-dama e Tarcísio conversaram também com outros ministros para pressionar pela prisão domiciliar.

Integrantes do STF relataram nos bastidores que a conversa que a ex-primeira-dama teve com pelo menos um ministro foi positiva e que ela levou informações importantes sobre a saúde de Bolsonaro.

Chamou atenção o fato de ela ter levado um memorial, nome dado a documento detalhado com informações sobre o caso, robusto com detalhes sobre a situação do marido e ter se portado de maneira cordial.

Ainda que Moraes resista a conceder o benefício ao ex-presidente, aliados de Tarcísio apostam que possa haver uma pressão de outros ministros para convencer o relator a recuar.

Segundo bolsonaristas pró-Tarcísio, esse esforço serviria à estratégia de convencer Bolsonaro a retirar a candidatura de Flávio e endossar a do governador —que é preferido por parte do centrão e do mercado financeiro por ser considerado mais competitivo contra Lula (PT).

Interlocutores de Tarcísio e Michelle negam haver interesse eleitoral no movimento. Eles dizem que ambos têm preocupação com a saúde debilitada de Bolsonaro, que caiu e bateu a cabeça enquanto estava preso na PF.

Da mesma forma, entusiastas da candidatura de Flávio afirmam que nem a prisão domiciliar poderia demover Bolsonaro de apoiar o filho. Na visão deles, não há possibilidade alguma de o senador desistir de concorrer ao Planalto.

Ainda de acordo com aliados do senador, a articulação de Tarcísio pode ser um tiro no pé caso sugira aos eleitores que ele está conspirando contra a escolha do ex-presidente.

Um líder do centrão diz que a candidatura de Flávio está consolidada e que relacionar as condições de prisão à candidatura presidencial seria uma teoria conspiratória. Para outro dirigente, ainda há tempo para mudança de cenário.

Parlamentares bolsonaristas afirmam que Michelle prefere a candidatura de Tarcísio e lembram que ela até compartilhou um post da esposa do governador sobre um novo CEO para o Brasil. Nesse cenário, a aproximação entre eles teria o objetivo de que a ex-primeira-dama fosse candidata a vice na chapa.

Para políticos ouvidos pela reportagem, o público bolsonarista pode atribuir a melhora nas condições de prisão de Bolsonaro —que agora está em uma cela maior e com mais estrutura— à atuação de Tarcísio e, principalmente, de Michelle.

“Parabéns a Michelle e Tarcísio! Souberam articular para tirar Bolsonaro da PF para um lugar melhor . Certas vitórias se conquistam por etapas”, escreveu o pastor Silas Malafaia em rede social.

Perfis de apoio a Tarcísio nas redes exaltaram a dupla.

Michelle escreveu, na sexta (16) em suas redes sociais, que o estado de saúde de Bolsonaro demanda que ele esteja em casa, sendo cuidado pela família. Ela também rebateu a versão de que estivesse agindo politicamente ao buscar Moraes.

“Para mim, a família está acima de qualquer narrativa, acima de qualquer conveniência política. Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política.”

Outro filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL), que já teve desavenças com a madrasta, insinuou em suas redes que há uma tentativa de medir forças com o ex-presidente.

“Tenho convicção absoluta, diante dos fatos mais recentes, de que o objetivo jamais foi medir forças com os filhos de Jair Bolsonaro. Isso sempre foi apenas a superfície do jogo. O verdadeiro intento, ainda que de forma dissimulada, é medir forças com o próprio Jair Bolsonaro”, escreveu. Com informações do portal Folha de São Paulo.

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