Domingo, 20 de Setembro de 2026

Home Política Procuradoria-Geral da República dá parecer favorável a pedido de Henrique Vorcaro para realizar exames médicos

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pedido de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do extinto Banco Master, para realizar exames médicos fora da unidade prisional onde está detido.

Em manifestação enviada na sexta-feira (18) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão defendeu a autorização para os procedimentos solicitados pela defesa.

Segundo os advogados, Henrique Vorcaro apresentou sintomas de uma possível crise de diverticulite e procurou uma unidade de pronto atendimento próxima ao presídio.

O pedido de autorização para os exames ocorre dois dias após a defesa solicitar ao STF a revogação da prisão preventiva de Henrique Vorcaro.

Na petição apresentada na quarta (16), os advogados argumentaram que ele está preso há mais de 90 dias sem que o Supremo tenha analisado recursos contra a medida.

A defesa afirmou, na manifestação desta sexta, que ele pediu autorização para ser atendido pelo coloproctologista Fábio Lopes Queiroz e para realizar exames complementares indicados pelo médico.

No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, a PGR concluiu pelo deferimento do pedido. A decisão final cabe ao ministro relator.

Henrique Vorcaro foi preso em maio deste ano sob suspeita de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo criminoso associado ao ex-banqueiro preso, segundo uma fonte da Polícia Federal.

A prisão aconteceu em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

PGR é contra soltura de outro investigado

Na mesma manifestação, a Procuradoria se posicionou contra o pedido de revogação da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, investigado na operação “Compliance Zero”.

Rodrigo é apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo conhecido como “Os Meninos”, um dos núcleos da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, o grupo atuava em ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento ilegal e teria sido usado para atender interesses da organização investigada.

Na decisão que autorizou a operação, ele aparece como colaborador de David Henrique Alves, líder operacional do grupo, e teria executado tarefas como pagamento de boletos e aquisição de domínios de internet.

Ao pedir a soltura, a defesa argumentou que Rodrigo está preso há mais de 90 dias sem oferecimento de denúncia e afirmou que ele não exercia função de comando dentro da organização investigada.

Os advogados também sustentaram que não há risco de retomada das supostas atividades criminosas e sugeriram a substituição da prisão por medidas cautelares.

A PGR, porém, afirmou que permanecem presentes elementos de materialidade e autoria que justificaram a prisão preventiva.

Segundo o órgão, ainda há diligências em andamento e os fundamentos que embasaram a medida continuam válidos.

No parecer, a Procuradoria também citou risco de reiteração criminosa e de fuga.

Ao reproduzir trechos da decisão que decretou a prisão, o documento afirma que Rodrigo teria atuado como colaborador técnico e logístico do núcleo “Os Meninos”, participando de atividades ligadas à estrutura digital do grupo. Com informações do portal G1.

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