Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 8 de janeiro de 2026
A produção industrial brasileira ficou estável no mês de novembro, após crescer 0,1% em outubro. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (8), veio abaixo do esperado por analistas de mercado, que projetavam alta de 0,3% no mês.
Na comparação com novembro de 2024, a indústria teve queda de 1,2%. Já no acumulado do ano, o setor industrial avançou 0,6%. E, por fim, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 0,7%. Embora o resultado tenha vindo abaixo das expectativas, especialistas já vinham observando uma desaceleração na economia brasileira como um todo, que se reflete no setor industrial.
“A gente vê o comportamento de estabilidade já há alguns meses, o setor industrial vem operando em torno do mesmo patamar, especialmente desde abril de 2025. E todo esse movimento de menor dinamismo guarda uma relação importante com a política monetária mais restritiva. A gente tem uma taxa de juros mais elevada, um aperto monetário que envolve operações de crédito também, que encarecem e dificultam o acesso ao crédito”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.
Ele destacou ainda que já é o sexto mês do ano de 2025 com um resultado muito próximo da estabilidade, já que foi registrado crescimento de 0,1% de janeiro, seguido de estabilidade em fevereiro, depois um 0,1% positivo do mês de junho, -0,1% em julho, e mais um 0,1% positivo no resultado de outubro, além da variação nula observada para o mês de novembro.
Macedo observou ainda que o mês contou com um maior número de atividades no campo negativo. Entre as 25 atividades industriais observadas pela pesquisa, 15 tiveram recuo na produção em novembro.
As indústrias extrativas, que haviam representado o maior impacto positivo em outubro, com alta de 3,6%, agora tiveram a principal influência negativa, com queda de 2,6% na produção.
“A queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro. Vale destacar que essa retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção”, explicou o gerente da pesquisa.
Também tiveram resultados negativos os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).
O resultado total da indústria só não veio negativo porque algumas atividades importantes para o setor tiveram altas relevantes. Entre elas estão o setor dos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%), que exerceu o principal impacto positivo na média da indústria. Outras altas vieram de impressão e reprodução de gravações (18,3%), de metalurgia (1,8%), de produtos de metal (2,7%), de produtos de minerais não metálicos (3,0%) e de máquinas e equipamentos (2,0%). (Com informações do jornal O Globo)