Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de agosto de 2026
O tópico genérico sobre segurança pública no programa de governo para eventual novo mandato de Lula (PT) não traz compromisso de construir mais presídios e, consequentemente, aumentar o número de vagas para o encarceramento. Até o fim de 2025, dado mais recente, a taxa de ocupação de celas físicas do sobrecarregado sistema prisional estava em 143,94%, conforme apurado por esta coluna em documentos da Secretaria Nacional de Políticas Penais. São 225.726 presos excedentes.
Raio-X
Das 505.267 vagas existentes, 473.918 (93,8%) são para homens, 31.349 (6,2%) para mulheres em 1.355 estabelecimentos penais.
Direitos da bandidagem
O plano, que não cita única vez “presídio” ou “prisão”, ainda classifica como estratégica a “garantia de direitos” à gestão do sistema prisional.
Do outro lado
Nas diretrizes de Flávio Bolsonaro (PL), há previsão de 5 novos presídios de segurança máxima, no modelo linha dura de El Salvador.
Treva para bandido
O plano de Flávio prevê 500 mil novas vagas e zerar o déficit carcerário em 4 anos. Vai criar o TREVA, complexo federal de segurança máxima.
Articuladores nem cogitam sair, apesar do fracasso
O ministro José Guimarães, responsável pela articulação política, e a líder do governo no Senado, Tereza Leitão (PT-PE), demonstraram incapacidade constrangedora para a tarefa básica de reaproximar Lula (PT) do aliado Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Não fossem tão vaidosos, teriam pedido para sair: a reaproximação, quando veio, não veio pelas mãos de quem deveria tê-la conduzido. Veio pela intervenção do ministro do STF Alexandre de Moraes, a pedido de Lula.
Ele não é doido
Num jantar em sua casa, Moraes fez o presidente do Senado sentar-se para conversar com Lula. Alcolumbre atendeu. Obedece quem tem juízo.
Não é a praia deles
Guimarães e Leitão não perderam apenas a capacidade de negociar. Perderam a autoridade para continuar em seus cargos “de confiança”.
Sempre o STF
A origem foi o descumprimento, por Lula, da promessa a Alcolumbre de indicar Rodrigo Pacheco ao STF. O senador não perdoou a desfeita.
Aí, não
Além do Missão, Flávio Bolsonaro diz ter sido alvo de uma segunda tentativa de filiação partidária, desta vez ao PT: “Aí é sacanagem, me senti ofendido! Não faço parte dessa organização criminosa”.
Turbinado
O patrimônio declarado do ex-ministro da Secretaria de Comunicação de Lula Paulo Pimenta (PT-RS) disparou de R$192,8 mil para R$1,87 milhão em quatro anos, alta de 870,3%.
Aperta o cinto
Nikolas Ferreira propõe que o ajuste fiscal comece pela própria classe política, com cortes de gastos e redução de subsídios. A inspiração, diz o deputado, vem das medidas adotadas por Javier Milei na Argentina.
Voz isolada
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) foi homenageado com o Prêmio Liberdade Política, no 13º Fórum Caminhos da Liberdade, por sua atuação em defesa das liberdades individuais e de expressão.
Tô fora
Investidores estrangeiros meteram o pé da bolsa brasileira e, só em agosto, rasparam R$12 bilhões. O clima de incerteza impulsionou as retiradas. Em maio, outros R$14,9 bilhões evaporaram.
Uns trocados
Filho de Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, João Caproni Pimenta teve as contas bloqueadas e disse que quando ouve sobre bloqueio de contas ele pensa em milhões. No caso dele, foram R$295,60.
Muito mais ricas
Candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) multiplicaram bens em 4 anos. O de Marina saiu de R$120,9 mil para R$274,5 mil (2026). Tebet: R$2,3 milhões para R$10,6 milhões.
Mercado desconfiado
A semana começa com chance de a Bolsa de Valores se recuperar. Fechou a sexta-feira em queda, a nona seguida, e o dólar em alta: R$5,22, o maior valor desde março deste ano.
Pensando bem…
…santinho político não é político santinho.
PODER SEM PUDOR
Rapadura salgada
Manoel Gomes da Silva, o Gominho, trocou o MDB pela Arena na eleição municipal de 1976, em Princesa Isabel (cidade histórica da Paraíba), e foi candidato a vice na chapa de Sebastião Feliciano dos Santos, o Batinho, mediante a promessa de assumir no meio do mandato. Passaram-se quatro anos e o compromisso não foi cumprido. Na eleição seguinte, já rompido com a Arena e de volta ao MDB, Gominho tentava se justificar no palanque: “Meus amigos, mais vale uma rapadura salgada do que uma promessa doce!”
Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Instagram: @diariodopoder
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