Domingo, 31 de Agosto de 2025

Home Economia Programas do governo Bolsonaro elevaram o endividamento da população mais vulnerável, diz a presidente da Caixa

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A presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, acusou em suas redes sociais dois programas de gestões anteriores, já extintos, que teriam sido responsáveis, segundo ela, por elevar o endividamento das camadas mais vulneráveis da população e reduzir os índices de liquidez do banco.

“Infelizmente, a falta de cumprimento do planejamento orçamentário do banco, devido a ações casuísticas, aliada à instabilidade na gestão causada pelas denúncias de assédio contra o principal dirigente da instituição, resultou em consequências para a manutenção das linhas de crédito da Caixa, as quais sofreram oscilações no segundo semestre de 2022.”, diz Serrano.

Ela integrava o conselho de administração da Caixa no governo de Bolsonaro, como representante dos trabalhadores. Por intermédio dos funcionários, que levaram o nome dela ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi alçada à presidência da Caixa.

De acordo com a presidente, o programa Microfinanças, lançado durante a gestão do ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães, em 2022, envolveu mais de R$ 3 bilhões em empréstimos e atendeu a 3,86 milhões de clientes. A inadimplência desse programa, disse, já ultrapassou 80%, e a maior parte das perdas será coberta pelo FGM (Fundo Garantidor de Microfinanças), que utilizará recursos do FGTS.

Ela também citou o consignado do Auxílio Brasil (hoje Bolsa Família), que desembolsou R$ 7,6 bilhões para 2,97 milhões de clientes apenas na Caixa. O programa foi lançado às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, durante a gestão da ex-presidente Daniella Marques. A antiga gestão da Caixa sempre negou que o objetivo dos empréstimos era angariar votos para o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), posteriormente derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial.

A presidente da Caixa disse que, em relação ao consignado do auxílio, a inadimplência “ainda se mantém sob controle, visto que os pagamentos são descontados na fonte”.

De acordo com a presidente, tanto o consignado do Auxílio quanto o programa de Microfinanças estão sendo investigados pelos órgãos de controle, fiscalização e pela auditoria interna.

Os programas, segundo ela, resultaram em consequências para a manutenção das linhas de crédito do banco público. “Apesar desses desafios enfrentados, a Caixa se mantém sólida, graças principalmente à dedicação e comprometimento de nosso corpo funcional”, pontuou a presidente.

Na terça (30), em suas redes sociais, o ex-presidente Pedro Guimarães negou que o programa Microfinanças tenha contribuído para a queda dos índices de liquidez do banco.

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