Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 23 de janeiro de 2026
Há menos de um mês do início do ano letivo nas escolas gaúchas, observa-se, no comércio, a busca crescente pelos materiais escolares, demanda que tem influência importante no faturamento das lojas.
O presidente da FCCS-RS (Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul), Vitor Augusto Koch, destacou a elevada procura por artigos como cadernos, livros didáticos, lápis, canetas, borrachas, mochilas e estojos, entre outros.
“Muitas lojas em todo o Estado estão registrando aumento de vendas desses produtos na comparação com o mesmo período de 2025, algumas com elevação de até 15%. É uma movimentação importante para quem atua nesse segmento e demonstra a preocupação dos pais ou responsáveis em adequar o orçamento familiar às necessidades de compra do material escolar, antecipando a sua aquisição”, avaliou o dirigente.
O presidente da FCCS-RS lembrou que o período compreendido entre o final de janeiro e o início de fevereiro é o que leva os consumidores a pesquisarem os preços dos materiais escolares, buscando encontrar ofertas, promoções e boas condições de pagamento.
“Nos últimos anos, em função da instabilidade econômica vivida no País, o consumidor segue colocando o preço como o principal fator de decisão no momento da compra do material, de artigos qualificados e duráveis por valores acessíveis, gerando movimento de clientes e vendas mais amplas”, apontou Koch.
Em função dessa busca por artigos mais baratos, os pais estão indo às compras do material escolar sem a presença dos seus filhos. Esse comportamento, que cresce a cada ano, ajuda a evitar que as crianças queiram os cadernos e mochilas mais caros, com personagens da moda, e acabem fazendo os pais extrapolarem o orçamento estabelecido para a aquisição dos itens escolares.
Koch ressaltou que a atual conjuntura econômica do País deve fazer com o que o tíquete médio das compras no comércio gaúcho gire em torno de R$ 210. Como a aquisição do material escolar acontece em meio a uma série de compromissos financeiros típicos do início do ano, como pagamento de IPVA e IPTU, além das férias e do Carnaval, que comprometem de maneira significativa o orçamento familiar dos gaúchos, a média de preços não deve ser muito maior do que isso.