Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026

Home Economia Qual deve ser o corte nos juros que o Banco Central promete fazer em março? Analistas respondem

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sinalizou que o alívio na taxa básica de juros deve começar em março. Ao informar que decidiu manter a Selic inalterada em 15% ao ano, em decisão unânime já esperada pelos analistas, o colegiado deu um sinal claro sobre o início do ciclo de cortes. A principal motivação apontada foi a menor pressão inflacionária.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de março. Se o corte for confirmado, será a primeira redução desde maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5%. A partir de setembro daquele ano, com a retomada da inflação, o comitê voltou a elevar os juros. A taxa está em 15% ao ano desde junho do ano passado.

Com a divulgação da decisão e a sinalização de queda à frente, analistas de mercado passaram a calcular qual deve ser a magnitude do primeiro recuo nos juros em quase dois anos.

Começo modesto

Fernanda Guardado, ex-diretora do BC e atual chefe de economia para a América Latina do BNP Paribas, avalia que o Copom será cauteloso no início do ciclo de cortes. Para ela, o comunicado foi contido.

“Foi um Copom que tentou limitar o otimismo com relação a esse ciclo de cortes, deixando muito claro que o compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do processo. A ideia é limitar o tamanho dos cortes nas próximas reuniões e a extensão do ciclo”, afirma.

Na avaliação da economista, o BC deve iniciar o ciclo com um corte de 0,25 ponto percentual em março e avançar para 0,5 ponto na reunião seguinte, mantidas as condições atuais. A projeção é de que a Selic encerre o ano em 12% ao ano.

Em aberto

Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa econômica do Itaú, afirma que o BC sinalizou claramente a disposição de iniciar o ciclo de cortes, mas avalia que a magnitude ainda não está definida. Segundo ele, permanece aberta a possibilidade de um corte de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual.

“O comitê não se amarrou a nenhum nível específico”, diz. Para Gonçalves, os dados de inflação e o comportamento do câmbio serão determinantes para a decisão.

“O tamanho do corte vai depender da confiança do comitê de que os dados seguem na direção correta. Um câmbio mais comportado pode dar mais segurança para um corte maior, de 0,5 ponto percentual”, avalia.

“Questão aberta”

Para Alberto Ramos, economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, o Copom suavizou sua comunicação e sinalizou de forma mais clara a intenção de cortar a Selic em março.
“A questão aberta agora é se o ciclo de normalização começará com um corte de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual”, afirma.

Mais otimista

Gustavo Pessoa, sócio e gestor da Legacy Capital, adota um tom mais otimista e aposta em um corte inicial de 0,5 ponto percentual.

“Está telegrafado um corte de 0,50 ponto percentual em março, por conta do uso do termo serenidade”, afirma.

Segundo ele, há grandes chances de aceleração do ritmo de cortes após a primeira redução e de um ciclo mais significativo, sem necessidade de manutenção de um patamar fortemente contracionista.

Início com 0,25 ponto

Já o economista-chefe da G5 Partners, Luís Otávio Leal, projeta um corte inicial de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,50% ao ano em março. Ele destaca que a taxa real de juros segue elevada, tanto pelo IPCA acumulado quanto pelas expectativas de inflação.
“Para o fim do ano, nossa expectativa é de que a Selic fique em 12,50%”, afirma.

(Com informações de O Globo)

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