Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026

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Estamos iniciando um novo ano, mas com muitos dos mesmos problemas! Entre eles a falta de respeito, simpatia, solidariedade e empatia do ser humano para com o próximo, em muitos casos o meme representa isso! O meme traz como conceito geral, o uso de um conteúdo que é transformado em uma brincadeira, sátira e humor, que acaba por
espalhar-se com rapidez na grande rede da internet.

O problema todo começa quando esse material digital é maldoso, ofensivo ou ainda, interpretado dessa maneira pela vítima e acaba por causar grande estrago na vida de uma pessoa, uma família ou uma comunidade. Em alguns casos o meme poderá ter múltiplas implicações jurídicas e, talvez, até ser interpretado como bullying e, só para lembrar, o bullying também é crime! Muita gente não se dá conta disso, portanto, cuidado com o meme!

Quando uma brincadeira passa dos limites, causando zombaria, desrespeito, expondo a pessoa ao ridículo, comprometendo a imagem e a honra dela e da família, se torna um caso de falta de consciência e de humanidade e isso pode trazer graves consequências de saúde, sociais e até jurídicas. É no mínimo triste, quando assistimos a entrevista de uma pessoa “dilacerada” por um meme, dizer que está sofrendo, está em conflito com a família, com vergonha e que por isso, a sua vida acabou! Um depoimento desses deveria chocar a sociedade!

Além das consequências psicológicas para a vítima, muitas vezes irreversíveis, também pode gerar consequências jurídicas a quem criou ou contribuiu para espalhar na grande rede. Pense nisso! Mas, enfatizo que, em primeiro lugar devemos nos colocar no ugar do outro, que muitas vezes vira meme por uma condição especial que tenha ou que esteja sofrendo no momento e isso deve ser respeitado, com a devida humanidade.

Ao contrário do que presenciamos nesta semana, onde o que citei aconteceu com uma senhora aqui no Rio Grande do Sul, quero refletir e estender essa reflexão a meus leitores e darei início com uma pergunta. Qual o limite do meme?

Imagine, caro leitor, que tenhas que responder agora a essa pergunta! Fique à vontade para a sua reflexão! Sabemos que a depressão e outras patologias da saúde mental são muito graves e brincar com isso ou não dar a devida
atenção, pode levar a consequências danosas e já vimos isso acontecer por diversas vezes, a pessoa atingida pela
desqualificação, ridicularização, exposição negativa em excesso, poderá chegar ao seu limite e tomar atitudes extremas.

Estou citando a depressão, pois já aconteceu de pessoas que sofrem com memes, terem se colocado em alguma situação “vexatória”, devido a condição de sua saúde mental. Portanto, vamos nos inspirar no novo ano que está iniciando e também começar novamente ou recomeçar nossas vidas com mais humanidade. Fica a reflexão!

Não podemos aceitar passivamente que a ridicularização de alguém a público seja aceitável, apenas para o nosso deleite, diversão ou exposição comercial de alguma marca. E se fosse conosco uma situação dessas? Colocar-se no lugar do outro é exercer a tão falada, mas pouco praticada empatia!

Precisamos fazer da nossa fala as nossas ações! Uma ótima reflexão a todos e um grande 2026, com mais empatia e humanidade! Qual o limite do meme?

Luís Eduardo Souza Fraga
Professor, Historiador e Escritor.
fragaluiseduardo@gmail.com

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