Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026

Home Variedades Quatro sintomas da doença de Parkinson que podem aparecer décadas antes do diagnóstico

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Muitas pessoas consideram o tremor o sinal de alerta da doença de Parkinson. Mas outros sintomas —muitos deles sem alterações nos movimentos— podem aparecer muito antes do que é conhecido como tremor de repouso.

Na verdade, o tremor de repouso, um tremor rítmico de uma parte do corpo, como a mão, nem sequer é necessário para o diagnóstico. Até 20% das pessoas com doença de Parkinson não o apresentam.

“A doença de Parkinson é o que chamamos de distúrbio do movimento porque afeta nossos movimentos, mas existe todo um lado da doença que não é motor”, explica Rachel Dolhun, neurologista e principal consultora médica da Fundação Michael J. Fox para pesquisa da doença de Parkinson. “Por muito tempo, pensamos que era apenas uma doença do movimento, mas agora vemos que ela afeta o corpo todo de diferentes maneiras.”

Sintomas aparecem anos antes das alterações motoras

A doença de Parkinson é um dos distúrbios neurológicos mais comuns no mundo, com previsão de 25,2 milhões de casos até 2050. Embora mutações genéticas hereditárias estejam associadas a 10% a 15% dos casos, o restante não tem causa conhecida. Os sintomas podem ser controlados com tratamentos, mas não há cura –embora se acredite que o exercício reduza o risco de desenvolver a doença. E existem outras coisas que você pode fazer para reduzir o risco de desenvolver Parkinson também.

Para diagnosticar a doença, os neurologistas procuram sintomas motores característicos, incluindo lentidão, rigidez e tremor de repouso. No entanto, sintomas não motores comuns, como constipação e perda do olfato, muitas vezes precedem essas alterações de movimento em mais de uma década. Esse estágio inicial, conhecido como fase prodrômica, marca o início de uma progressão gradual da doença.

“É uma doença lenta, e estamos percebendo o quão lenta ela pode ser”, afirma Ronald Postuma, professor de neurologia e neurocirurgia da Universidade McGill, em Montreal.

A doença de Parkinson danifica os neurônios que produzem dopamina, uma substância química que transmite sinais entre as células e desempenha um papel crucial no controle do movimento e da coordenação no cérebro. Quando os sintomas motores aparecem, de 50% a 70% desses neurônios na substância negra, uma estrutura pequena, mas vital para o movimento voluntário, localizada no tronco encefálico, já morreram. Nas últimas duas décadas, pesquisadores fizeram grandes avanços na compreensão de marcadores prodrômicos da doença, que esperam que possam, um dia, ser usados para um diagnóstico mais precoce.

Perda do olfato

A incapacidade de detectar odores, conhecida como anosmia, pode ser um efeito colateral temporário de um resfriado ou sinusite, ou até mesmo um problema mais permanente após a Covid. Mas mais de 90% das pessoas com doença de Parkinson perdem o olfato ao longo de um tempo. Isso pode começar anos ou até décadas antes do surgimento dos sintomas motores.

“Sabemos que pessoas que perdem o olfato têm um risco cerca de cinco vezes maior de desenvolver Parkinson no futuro”, afirma.

Representando os sonhos

Normalmente, o corpo entra em um estado de paralisia quase total durante o sono REM (movimento rápido dos olhos, na sigla em inglês), que é o estágio do sono com os sonhos mais vívidos. O transtorno comportamental do sono REM é uma condição crônica caracterizada pela perda dessa paralisia, que leva as pessoas a representarem fisicamente seus sonhos. Elas se sentam na cama, têm conversas unilaterais e até mesmo agridem fisicamente seus parceiros.

Estudos demonstraram que entre 50% e 70% das pessoas com distúrbio comportamental do sono REM desenvolverão a doença de Parkinson ou uma condição relacionada, como a demência com corpos de Lewy, em uma média de cinco a dez anos. Pessoas com 50 anos ou mais com o mesmo distúrbio têm 130 vezes mais chances de desenvolver Parkinson em comparação com pessoas sem o distúrbio.

Constipação

A constipação é uma das queixas gastrointestinais mais comuns nos EUA e geralmente não é grave. No entanto, quando persiste por várias semanas ou mais, afeta dois terços de todas as pessoas com Parkinson. A doença pode afetar os nervos que revestem o trato digestivo, e estudos encontraram aglomerados de proteína anormal em neurônios que revestem os intestinos de pessoas com Parkinson.

“Mesmo pessoas que sofrem de constipação aos 20 ou 30 anos parecem ter uma chance maior de desenvolver Parkinson 30 ou 40 anos depois”, diz Postuma. “Então, agora começamos a nos perguntar: a doença está afetando os nervos que controlam o intestino, ou a constipação também é um fator de risco para o Parkinson?”

Tontura ao se levantar

A hipotensão ortostática, também conhecida como hipotensão postural, é uma queda na pressão arterial que ocorre quando uma pessoa passa da posição sentada ou deitada para a posição em pé. Pode causar tontura, vertigem e até desmaios. A hipotensão ortostática pode ser desencadeada por desidratação leve, hipoglicemia ou superaquecimento. No entanto, a hipotensão ortostática crônica e persistente pode ser mais grave. Com informações da Folha de S. Paulo.

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