Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026

Home Política Quem é Félix Mendonça, o deputado federal alvo de operação da Polícia Federal

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O deputado federal Felix Mendonça Jr. (PDT), principal alvo da nova fase da Operação Overclean, nessa terça-feira (13), tem 62 anos e está no quarto mandato. De acordo com a Polícia Federal (PF), a ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro.

Através de nota, a assessoria de imprensa do deputado disse que o novo mandado de busca e apreensão causou estranhamento e afirmou que o parlamentar jamais negociou a execução de emendas parlamentares.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nessa terça. As buscas são feitas em Brasília (DF) e nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, localizadas na Bahia.

Em Salvador, o mandado de busca e apreensão é cumprido no edifício Mansão Windberger, localizado no Corredor da Vitória, bairro com um dos metros quadrados mais caros da capital baiana.

O prédio luxuoso tem vista para a Baía de Todos-os-Santos, píer com acesso ao mar, ancoradouro para barcos e teleférico. Os apartamentos podem ter até 993 m² e custar mais de R$ 55 milhões. No prédio, moram celebridades como o cantor Bell Marques e o jogador de futebol do Bahia Everton Ribeiro.

Felix Mendonça Jr. nasceu em Itabuna, no sul da Bahia, e é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que morreu de covid-19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador.

Felix Mendonça Jr. foi eleito pela primeira vez como deputado federal foi em 2010 e, desde então, ocupa o cargo.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Felix declarou R$ 3 milhões em bens nas últimas eleições, em 2022. Entre os bens, estão uma casa na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, avaliada em R$ 660 mil e uma embarcação avaliada em R$ 200 mil.

Operação

A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro de 2024, quando 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás.

O esquema funcionava da seguinte forma: recursos públicos de emendas parlamentares eram direcionados para licitações. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que, ao executar os serviços contratados, superfaturavam os contratos e, desta forma, aconteciam os desvios do dinheiro.

Na nova fase, o Superior Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. O objetivo é interromper a movimentação de valores de origem ilícita.

Os investigados poderão responder pelos crimes de:

* organização criminosa
* corrupção ativa e passiva
* peculato,
* fraude em licitações e contratos administrativos,
* além de lavagem de dinheiro.

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