Sábado, 02 de Julho de 2022

Home Mundo Quer morar no exterior? A Alemanha planeja atrair 400 mil trabalhadores estrangeiros qualificados por ano

Compartilhe esta notícia:

A Alemanha necessita de mais imigrantes para suprir suas lacunas no mercado de trabalho. São precisos cerca de 400 mil imigrantes por ano, afirmou o presidente da Agência Federal do Trabalho, Detlef Scheele. “Não se trata de asilo, mas sim de uma imigração direcionada para as lacunas do mercado de trabalho”, disse Scheele ao jornal Süddeutsche Zeitung. “Desde cuidadores de doentes a técnicos em ar condicionado, passando por especialistas em logística e acadêmicos: haverá uma escassez de trabalhadores qualificados em todas as áreas.”

Sem mão de obra

Sobre a possível resistência à migração, ele disse: “Você pode se levantar e dizer: não queremos estrangeiros. Mas isso não funciona. Fato é que a Alemanha está ficando sem mão de obra”. Como resultado do desenvolvimento demográfico, o número de trabalhadores potenciais em idade profissional diminuirá em quase 150 mil no ano de 2021, acrescentou.

“A situação irá se agravar nos próximos anos”, advertiu Scheele. A única forma de a Alemanha resolver o problema é qualificando os não qualificados e as pessoas cujos empregos estão desaparecendo, e permitir uma jornada de trabalho maior a quem trabalha involuntariamente meio período, E, acima de tudo, trazendo imigrantes para o país. Essas são tarefas do novo governo alemão, a ser eleito em setembro.

Setor de saúde

A pandemia de coronavírus, entretanto, agravou o problema da imigração insuficiente de trabalhadores qualificados. Em 2020, o número de pedidos de reconhecimento de qualificações profissionais estrangeiras na Alemanha caiu 3%, para 42 mil, conforme o Escritório Federal de Estatísticas. O procedimento havia sido reformado em março de 2020, com a Lei de Imigração de Trabalhadores Qualificados, com o objetivo de acelerar os processos.

Na área médica, faltam profissionais qualificados para hospitais e casas de repouso. Antigamente, o recrutamento acontecia apenas dentro da União Europeia, mas a procura foi expandida também para países da América Latina. Por causa da pandemia do novo coronavírus, faltam cerca de 5 mil profissionais de cuidados intensivos na Alemanha.

Daqueles que trabalham em postos emergenciais, um terço pensa em deixar a função nos próximos cinco anos. Em toda a Alemanha, faltam mais de 100 mil cuidadores e enfermeiros. O número deve dobrar nos próximos 15 anos.

Leve aumento em 2020

Em 2020, 44.800 qualificações estrangeiras foram reconhecidas no país como sendo total ou parcialmente equivalentes às qualificações alemãs. Isso representa 5% a mais que no ano anterior. Dois terços delas (29.900) exercem profissões na área da saúde. Desses, 15.500 eram cuidadores. A maioria vêm da Bósnia e Herzegovina (3.600), seguido da Sérvia (3.400) e da Síria (3.100).

Devido aos números baixos, o porta-voz para a política do mercado de trabalho da bancada do Partido Liberal Democrata no Bundestag, Johannes Vogel, da oposição, criticou como “precária” a lei de imigração de trabalhadores qualificados. Segundo ele, os partidos no governo, CDU/CSU e SPD, não deram ao assunto a importância que merece. “Finalmente temos que melhorar na competição global por talentos − e para isso precisamos de uma lei de imigração moderna com um sistema de pontuação, como o Canadá e a Nova Zelândia já fazem há muito tempo.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Circuito funcional: treino de 10 minutos para fazer em casa e emagrecer
Bilionários começam uma nova corrida espacial com internet por satélite
Deixe seu comentário
Pode te interessar
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play

No Ar: Pampa Na Tarde