Quarta-feira, 01 de Abril de 2026

Home em foco Reação de bolsonaristas à acusação de homofobia feira por deputada gera revolta nas redes sociais

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A reação de parlamentares bolsonaristas como Nikolas Ferreira (MG) e Pastor Marco Feliciano (SP) à fala da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) gerou repúdio nas redes sociais. Enquanto a parlamentar afirmava ter sido alvo de homofobia em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Extremistas, os deputados bocejaram ou taparam os ouvidos. Nas redes sociais, outros integrantes da base governista consideraram as atitudes como um desrespeito.

Colega de bancada de Erika, Guilherme Boulos, criticou Feliciano, que tapou os ouvidos para não escutar o que estava sendo dito: “Essa é a seriedade com que essa gente trata os trabalhos da CPMI. Toda minha solidariedade à querida Erika Hilton”, escreveu Boulos. A parlamentar agradeceu o apoio na mesma postagem.

Já o próprio deputado mineiro publicou, em seus stories, a reação que teve ao discurso de Erika. Na ocasião, Nikolas Ferreira bocejou de propósito. A postura foi criticada por usuários no Twitter: “Puro deboche”.

No início da tarde, senadores acusaram o deputado Abílio Brunini (PL-MT) de homofobia contra Erika Hilton. Rogério Carvalho e Soraya Thronicke afirmaram que o bolsonarista disse que a parlamentar estaria “oferecendo serviços”, em referência ao alto índice de mulheres transexuais que recorrem à prostituição por falta de oportunidade.

“É só pegar a gravação. Ele foi homofóbico e precisa ser retirado”, disse Rogério que foi reiterado por Thronicke.

Ao retomar sua fala, Érika Hilton disse que “todos os argumentos nefastos, de baixo calão, de baixo nível, fora de um decoro parlamentar, que está sendo colocado aqui por parte dessa gentalha é de fato assustador”.

“Não aceitarei e não tolerarei ser desrespeitada, interrompida ou colocada em comparações de baixo calão e de baixo nível. Trato todos os colegas com respeito, com diplomacia, e assim também exijo. E aqueles que fugirem desta diplomacia terão que responder criminalmente por qualquer tentativa estereotipada e criminosa da minha identidade.”

O presidente da sessão Arthur Maia (União-BA) acionou a Polícia Legislativa e o caso será investigado. O episódio ocorreu em meio ao depoimento do ex-ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.

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