Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026

Home Economia Relator do caso do Banco Master, o ministro do Supremo André Mendonça afirma que lucros de sua empresa vão para dízimo de igreja e obras sociais

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O ministro André Mendonça afirmou que os lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Inter, que oferta cursos jurídicos, são destinados para o custeamento de obras sociais e para o dízimo da igreja. O comentário foi feito durante uma das pregações dele compartilhadas no Instagram no início deste mês. Além de ser integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), ele também é pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.

“Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para a consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação”, disse no vídeo. “Qualquer participação de lucro e resultado será o meu altar diante de Deus, e como testemunho perante a sociedade de que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no céu.”

Dentro do Supremo, o ministro assumiu na semana passada a relatoria da investigação do Banco Master, acusado de fraudes financeiras, após a saída do ministro Dias Toffoli. Antes de deixar o caso, o magistrado teve uma série de decisões questionadas – incluindo pedidos de suspeição e críticas de integrantes dos meios jurídico e político – e teve expostas suas relações com pessoas próximas ao principal alvo, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O ministro Alexandre de Moraes também foi criticado, após a revelação de que a empresa da mulher dele, a advogada Viviane Barci, tinha firmado um contrato de R$ 129 milhões para defender o Master. Além disso, o magistrado participou de um encontro de especialistas do meio jurídico financiado pelo banco em Nova Iorque em 2022.

Em resposta, o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, trabalha para a elaboração de um código de conduta para os tribunais superiores. Embora haja concordância quanto à importância de transparência em temas como palestras e atividades externas, parte da Corte avalia que o debate vem sendo conduzido de forma inadequada: sob pressão da opinião pública e com participação externa.

A ideia de estabelecer regras mais claras sobre palestras – incluindo informações sobre local, convite, patrocínio e eventual remuneração – é vista por alguns ministros como um tema legítimo para reflexão interna. Ainda assim, há incômodo com o desenho geral da proposta e, sobretudo, com a forma como ela vem sendo colocada em discussão. (Com informações do jornal O Globo)

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