Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home Brasil Relembre os principais golpes na rede: WhatsApp clonado, cartão falso e motoboy

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Os relatos são muitos e os métodos, variados. Poucas pessoas podem dizer que não conhecem uma vítima de golpe, ou ao menos quem foi alvo de uma tentativa de crime desse tipo. Com o avanço das tecnologias e a demanda maior por serviços online e de delivery na pandemia, as quadrilhas ampliaram os perfis de vítimas e agem de modo cada vez mais sofisticado.

O golpe do falso sequestro, que data de mais de uma década no País, dá lugar a abordagens mais sutis, que envolvem clonagem de aplicativos de mensagem e simulação de centrais telefônicas de bancos. As crises sanitária e socioeconômica contribuem para a alta de crimes. Há mais principiantes em compras online e no internet banking, por exemplo, o que deixa clientes suscetíveis. Por outro lado, não são poucos os que buscam alternativas de ganho rápido em investimentos – que se revelam fraudulentos – e acabam enganados.

Para Rafael Alcadipani, professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os golpes se tornaram um dos maiores problemas de segurança pública do País. “Mas a prova de que os golpes não são tratados como preocupação é que sequer temos estatísticas específicas para isso”, destaca.

Para combatê-los de forma ampla, Alcadipani diz ser preciso ter maior segmentação nos registros e políticas integradas, além de conscientizar a população.

Abaixo, veja alguns golpes comuns praticados ao longo deste ano.

O golpe da central telefônica, ou golpe do motoboy – Consiste em telefonar para a vítima se passando por atendente de banco e informar que ela teve o cartão clonado. O criminoso cria senso de urgência e solicita dados para que o bloqueio do cartão seja feito. Para passar credibilidade, as quadrilhas já têm dados prévios das vítimas, obtidos ilegalmente, e usam até músicas de espera de banco.

Após ganharem a confiança das vítimas, os supostos atendentes enviam um motoboy para buscar os cartões bancários com a justificativa de que irão levá-los para averiguação. Com os objetos em mãos, são feitas transferências para contas laranjas.

Cartão trocado – O golpe do cartão trocado é relatado principalmente por vítimas que fazem compras na rua e à noite, quando a visualização das transações é prejudicada. A dinâmica é simples: logo depois de o comprador fazer pagamento por meio de uma máquina, o atendente devolve outro cartão ao cliente. Do mesmo banco, para não gerar desconfiança, mas de outra pessoa. Normalmente são cartões perdidos.

Como nem todos conferem o próprio nome assim que recebem o cartão de volta, o golpe passa despercebido. Enquanto a vítima não se dá conta – provavelmente só vai notar quando tiver de fazer outra compra –, a quadrilha aproveita para fazer transferências e desviar dinheiro, sobretudo de cartões de crédito.

Cartão clonado – O cartão devolvido pode ser o certo, mas há a possibilidade de ele ter sido clonado. Normalmente, isso é feito por criminosos que usam máquinas próprias para capturar dados das vítimas ou até em casos em que o objeto é filmado. Com informações como número de cartão e código de segurança, pode-se desviar o dinheiro das contas.

Publicações que circulam nas redes sociais indicam que, ao fazer entregas, normalmente de comida, criminosos deixam o celular apoiado na moto filmando de forma escondida as informações do cartão, como o código de segurança. Para ganhar tempo para a filmagem, dá-se a desculpa de que a máquina de pagamento está com problema e de demora para estabelecer o sinal.

Perfil falso em redes sociais – O crescimento de golpes de estelionato na pandemia, explicam os delegados ouvidos pelo Estadão, também pode ser atribuído ao aumento da presença das pessoas nas redes sociais. Com isso, quadrilhas aproveitaram para criar perfis falsos de forma a enganar as vítimas de diferentes maneiras. O crime consiste em fazer a pessoa acreditar em uma falsa narrativa para, desse modo, transferir dinheiro de forma voluntária, o que ficou ainda mais facilitado com o Pix.

Conta falsa no WhatsApp – O perfil falso no WhatsApp consiste em, basicamente, criar uma conta no aplicativo por meio de um número pré-pago (que não requer muitas informações), inserir uma foto de perfil de uma pessoa e se dirigir a seus amigos e familiares dizendo que trocou de número. Se a vítima acredita, logo em seguida o criminoso pede transferência urgente, normalmente sob a justificativa de que foi assaltado.

Clonagem de WhatsApp – Uma variação mais rebuscada do perfil falso é a clonagem de WhatsApp. Os criminosos invadem a conta original da pessoa-alvo e conversam com seus contatos, passando ainda mais credibilidade. As invasões são possibilitadas principalmente por vítimas que são convencidas a clicar em links suspeitos ou fornecer informações sensíveis, permitindo que quadrilhas dupliquem a conta de WhatsApp. A prática é conhecida como phishing.

Para além dos golpes listados, há uma série de outros crimes, inclusive mais antigos, que continuam sendo aplicados no Brasil.

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