Sábado, 23 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 28 de setembro de 2022
Alvo de atitude racista no amistoso da Seleção Brasileira com a Tunísia na terça-feira (27), o atacante Richarlison foi às redes sociais para protestar. O jogador do Tottenham (Inglaterra) cobrou punição a quem atirou uma banana em sua direção durante comemoração de um dos gols na vitória de 5 a 1 sobre os norte-africanos no estádio Parque dos Príncipes, em Paris (França).
“Enquanto ficarem de ‘blá blá blá’ e não punirem isso, a situação vai continuar assim, acontecendo todos os dias e por todos os cantos. Sem tempo, irmão! #Racismonão”, publicou o atleta de 25 anos.
Em entrevista após a partida, Richarlison destacou o fato de não ter percebido a ofensa de imediato, porque não sabe como teria reagido “no calor do momento”. Ele relembrou ainda o racismo sofrido por Vinicius Junior na Espanha, nas últimas semanas, para cobrar punições a fim de que episódios como esse não se repitam.
Minutos antes de a bola rolar, a Seleção Brasileira havia entrado em campo justamente com uma faixa antirracista: “Sem nossos jogadores negros, não teríamos estrelas na nossa camisa”.
Apesar do episódio lamentável, Richarlison foi um dos destaques da equipe sob o comando do técnico gaúcho Tite, que se encaminha para sua segunda Copa do Mundo à frente do escrete nacional. Ele marcou o segundo gol contra os africanos. Raphinha abriu o placar e anotou o quarto, enquanto Neymar fez o terceiro e Pedro, o quinto.
Nascido no Espírito Santo, ele iniciou carreira profissional no futebol em 2015, pelo América Mineiro – em uma trajetória que inclui Fluminense e os times ingleses do Watford e Everton. Na Seleção Brasileira, são 17 gols em 38 partidas desde 2018.
CBF se manifesta
Em caráter oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também se pronunciou nas redes sociais sobre o incidente:
“Após o segundo gol do Brasil, uma banana foi arremessada em direção a Richarlison. A CBF reforça seu posicionamento contra a discriminação e repudia veementemente mais um episódio de racismo no futebol. Seja dentro ou fora de campo, atitudes como essa não podem ser toleradas”.
O presidente da entidade máxima do futebol no País, Edinaldo Rodrigues, reforçou se manifestou sobre o episódio, seguindo na mesma linha:
“Mais uma vez, venho publicamente manifestar o meu repúdio. Desta vez, vi com os meus próprios olhos. Isso nos choca. É preciso lembrar sempre que somos todos iguais, independente da cor, raça ou religião. O combate ao racismo não é uma causa, mas uma mudança fundamental para varrer esse tipo de crime do planeta. Eu insisto em dizer que as punições precisam ser mais severas”.