Quarta-feira, 29 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 28 de abril de 2026
Nesta quarta-feira (29), o Rio Grande do Sul deve receber do governo federal uma nova remessa de vacinas contra a gripe. O lote será distribuído pela Secretaria da Saúde (SES) às coordenadorias regionais no dia seguinte, para repasse às prefeituras. Até agora, o Estado já recebeu aproximadamente 1,8 milhão de doses do imunizante, volume que chegar a 5,2 milhões até o final de maio.
Ao menos 1,4 milhão de gaúchos já foram imunizados desde 28 de março, quando o Ministério da Saúde deflagrou a campanha – a cobertura está em torno de 30%. A ofensiva contra o vírus influenza tem como grupos prioritários as crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, idosos (a partir dos 60 anos), gestantes e profissionais da saúde, dentre outros.
“Dar o braço à picada” é a principal forma de prevenção contra as complicações da gripe. O fármaco reduz o risco de casos graves e, com isso, as internações hospitalares e mortes pela doença.
Em Porto Alegre, por exemplo, o procedimento está disponível em todas os postos de saúde, cada qual com seu horário de atendimento. Em 20 dessas unidades o expediente vai até as 22h, a fim de facilitar o acesso por quem não consegue comparecer às unidades durante a jornada de trabalho.
O Rio Grande do Sul já contabiliza neste ano ao menos 337 hospitalizações causadas pela gripe, número superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando haviam sido registradas 217 internações. Em relação aos óbitos, porém, as notificações são menores no comparativo entre os quatro primeiros meses do ano: 21 casos fatais de janeiro a abril, contra 25 em igual intervalo no ano passado.
Saiba mais
Produzido pelo Instituto Butantan-SP sob encomenda do Sistema Único de Saúde (SUS), o fármaco contra gripe é gratuito, seguro e triplamente eficaz, protegendo contra manifestações graves da doença por quem contrai o vírus em suas variantes “A H1N1”, “B” e “A H3N2”.
A campanha tem como alvo em sua fase atual os idosos (60 anos ou mais), crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indígenas, quilombolas, indivíduos com comorbidades, deficiência, baixa imunuidade ou situação de rua. Completam a lista os trabalhadores da saúde, educação, transporte público, segurança pública, Correios e sistema prisional, além de caminhoneiros, portuários e detentos.
Para receber a dose é necessário apresentar autodeclaração (gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência), caderneta de vacinação (para crianças) ou atestado médico (para condições de saúde previstas na campanha). Carteira de trabalho ou crachá profissional, por sua vez, são aceitos como comprovante de atuação em atividade considerada prioritária).
(Marcello Campos)
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