Segunda-feira, 16 de Maio de 2022

Home coronavírus Rio Grande do Sul chega a 36.476 mortes por coronavírus. Média móvel de novos contágios permanece em alta

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A estatística oficial da pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul foi marcada, nesta sexta-feira (7), por mais um dia com poucas mortes e muitos casos de contágio, em um provável reflexo da rápida expansão da variante ômicron. De acordo com o balanço epidemiológico da Secretaria da Saúde, são mais quatro perdas humanas e 6.541 novos testes positivos.

Com isso, o Estado ampliou para 1.522.119 o seu número de casos conhecidos desde o começo da pandemia (há quase 22 meses), dos quais 36.476 não resistiram. Já a média móvel para os últimos sete dias aponta 2.143 novos contágios a cada 24 horas, número que na quinta-feira estava em 1.515 (o maior desde 6 de agosto).

As quatro perdas humanas mencionadas pelo boletim abrangem vítimas idosos: um cruzaltense de 60 anos, uma mulher de 76 que morava em Santo Antônio da Patrulha, outra de 80 residente em São Francisco de Paula e um cidadão de Sapiranga que sucumbiu à doença aos 88 anos.

Curiosamente, apenas uma dentre todas as 497 cidades gaúchas ainda não registra qualquer óbito por covid. É Novo Tiradentes, localizada na Região Norte do Estado e que acumula 139 testes positivos desde o começo da pandemia, sem novos casos desde dezembro.

Outros dados sobre a pandemia

Dentre os infectados até agora, ao menos 1.465.167 (97%) já se recuperaram, em todos os 497 municípios gaúchos. Outros 20.368 (cerca de 1,3%) são casos ativos (em andamento), o que abrange desde os assintomáticos em quarentena domiciliar até casos graves atendidos em hospitais. 

A taxa média de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTIs) por adultos estava em 52,3% no início da noite (contra 52% na véspera), de acordo com o painel de monitoramento covid.saude.rs.gov.br. Esse índice resulta da proporção de 1.675 pacientes para um total de 3.200 leitos da modalidade em 301 hospitais. Já o total de internações pela doença chega a 114.559 (8%) desde março de 2020.

Já no que se refere ao andamento da imunização contra o coronavírus no Rio Grande do Sul, a plataforma on-line do governo gaúcho continua defasada, devido ao ataque cibernético aos sistemas do Ministério da Saúde. Quem acessa o site vacina.saude.rs.gov.br encontra apenas dados relativos ao status do processo no dia 9 de dezembro – por enquanto não há indicativo de quando o problema será solucionado.

Transmissão comunitária

Também nesta sexta-feira, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) declarou oficialmente algo que já se sabia: o Rio Grande do Sul tem transmissão comunitária da variante ômicron, que até o momento foi identificada em 255 casos confirmados ou que sugerem infecção pela nova cepa. São pessoas residentes em 34 cidades, ou forasteiro submetidos a testagem durante visita ao Estado.

O conceito de transmissão comunitária ou local é definido quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, sem que qualquer uma delas tenha histórico recente de viagem para fora da área. Ou então se não for possível definir a origem da transmissão.

A ômicron foi identificada originalmente na África do Sul e é apontada como a responsável pelo súbito aumento de casos em vários países, devido à sua maior transmissibilidade. Esse crescimento também já é percebido no Rio Grande do Sul nas últimas semanas.

(Marcello Campos)

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