Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 8 de janeiro de 2026
O Rio Grande do Sul registrou, em 2025, o melhor resultado dos últimos quatro anos na quantidade de transplantes realizados. Ocorreram 2.446 procedimentos no ano passado. Em comparação com 2024, quando foram realizados 2.257 transplantes, a alta corresponde a 8%.
Os registros neste período de quatro anos também demonstram a continuidade de uma trajetória que se situa entre estável e ascendente. Em 2023, haviam sido realizados 2.258 procedimentos, um a mais que no ano seguinte. Em 2022, eram 1.897 transplantes realizados.
De acordo com a Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES), foram 582 transplantes de rim, 129 de fígado, 32 de coração, 35 de pulmão, 1.024 de córnea, 235 de osso, 32 de pele, 282 de medula óssea e 95 de esclera (tecido fibroso externo que reveste o globo ocular). Ao todo, foram 1.668 tecidos e 778 sólidos transplantados com sucesso. No ranking nacional, o Estado ocupa o terceiro posto em transplantes de rim, atrás somente de São Paulo e Minas Gerais.
Além disso, os dados de captação mostram 840 notificações, resultando em 717 doadores elegíveis e 276 doadores efetivos. Entre os receptores, 60% foi do sexo masculino, e a faixa etária predominante entre os 180 receptores foi dos 50 aos 64 anos de idade.
Apesar do aumento importante do número geral de doações, continua sendo fundamental conscientizar a sociedade sobre o processo que envolve a doação. Para ser um doador é importante conversar com a família e deixar claro este desejo, pois é a família que tem a palavra final.
Conforme explica o coordenador adjunto da Central de Transplantes, James Cassiano, o aumento no número de transplantes se deu, principalmente, pelo maior entendimento da sociedade sobre a importância da doação de órgãos, aliado às campanhas de conscientização realizadas pelo governo do Estado, por meio da SES e da Central de Transplantes.
“Mesmo com esse avanço significativo, ainda é fundamental que as famílias se conscientizem sobre a importância da doação, pois esse gesto solidário possibilita salvar vidas e proporcionar uma melhor qualidade de vida a muitas pessoas”, afirma Cassiano.
Doação
Conforme o Ministério da Saúde, o processo de doação de órgãos se dá da seguinte maneira:
* Após a confirmação da morte de um paciente, a equipe médica entra em contato com a família para comunicar a morte e explicar todo o processo de doação.
* Se houver autorização, os órgãos são avaliados, preservados e enviados com urgência para quem está esperando.
A legislação brasileira determina que, em caso de morte encefálica, somente a família pode autorizar a doação. Podem ser doados: coração, fígado, pulmões, intestino, pâncreas e rins. Além de órgãos, medula óssea e tecidos, como a córnea, pele, ossos e valvas cardíacas, também podem ser doados.
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