Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 18 de janeiro de 2023
O cenário em que Jair Bolsonaro pode se tornar inelegível também entrou no radar do PL (Partido Liberal), partido do ex-presidente, que por sua vez sonha em atrair Romeu Zema para suas fileiras. O governador mineiro, hoje filiado ao Novo, fez declaração na última segunda-feira (16) colocando culpa no governo Lula pelo vandalismo promovido por manifestantes extremistas em Brasília no dia 8 deste mês.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, aprovou a fala e não esconde o desejo de ter Zema como aliado para conquistar prefeituras mineiras em 2024. Em caso de inelegibilidade de Bolsonaro, o mineiro ganha força para se tornar uma opção do PL com vistas a 2026, uma vez que a permanência dele no Novo é tida como com dias contados.
Sem atingir a cláusula de barreira, o Novo não tem fundo eleitoral, nem acesso ao horário eleitoral.
A eventual inelegibilidade de Bolsonaro não é tratada exatamente como má notícia no PL, desde que o ex-presidente mantenha o compromisso de ajudar na eleição de 2024. Já um pedido de prisão de Bolsonaro é considerado pouco provável, uma vez que isso poderia atiçar os radicais e provocar, na visão deles, resistência ainda maior do que a de Lula em São Bernardo do Campo (SP) em 2018.
Na família Bolsonaro, o único que vem mantendo contato com o mundo político atualmente é Flavio Bolsonaro, já que o pai mudou de número sem avisar aliados. Para pessoas próximas, os filhos vão trabalhar para manter o capital político da família – Flavio, por exemplo, é cotado para se candidatar à prefeitura do Rio.
Michelle
De acordo com informações do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, o PL já trabalha com a perspectiva de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja herdeira política de Bolsonaro.
Michelle já é filiada à sigla e trabalhou durante a campanha de reeleição do ex-presidente, principalmente com o público evangélico. A ideia do partido é ampliar o escopo de atuação da ex-primeira-dama, de maneira a prepará-la para eventualmente ser o nome do partido e do bolsonarismo na disputa pela Presidência em 2026.
Inquérito
Na última sexta-feira (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República e incluiu Bolsonaro no inquérito que investiga a autoria intelectual das invasões extremistas de 8 de janeiro.
A decisão de Moraes foi motivada pelo fato de Bolsonaro ter compartilhado, na semana passada, um vídeo no qual sugeriu que a eleição de Lula foi fraudada pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo STF.