Sábado, 26 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 25 de setembro de 2026
Análise técnica realizada nessa sexta-feira (25) na barragem do Arroio São Luiz, em São Marcos (Serra Gaúcha), apontou que é menor menor o risco de rompimento da estrutura, pertencente à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O nível da água baixou para 3,4 metros, dois dias após chegar a 4,27 metros, mas a situação ainda exige cautela, diante do prognóstico de novas chuvas nas próximas horas.
A mobilização começou após vistoria identificar trincas na construção após as fortes chuvas que atingiram a região na segunda-feira, elevarando de forma atípica o volume de água da barragem. Em conjunto com a Defesa Civil, prefeitura e demais órgãos envolvidos, a concessionária adotou as medidas previstas de proteção às famílias residentes no entorno.
Mergulhadores iniciaram nas últimas horas um nova etapa de trabalho, com o preenchimento das fissuras com material isolante. Com base em inspeções, testes, aferições e outros procedimentos, as equipes avançam na definição das demais soluções e e reparos necessários.
Um informe publicado no início da noite dessa sexta pelo governo gaúcho no portal estado.rs.gov.br ressalta, porpem, que a barragem continua em nível de emergência e a área permanece isolada, enquanto a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) acompanha a situação. Moradores de áreas atingíveis foram retiradas preventivamente pela Defesa Civil e continuam recebendo assistência.
A drenagem do reservatório também continua. Um total de seis equipamentos emprestados pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre são mantidos desde quinta-feira para retirada de água da barragem e direcionamento controlado de aproximadamente 3,2 milhões de litros por hora no rio Jaguari..
Apesar da melhora nas condições, o nível de alerta permanece. O motivo são as projeções meteorológicas de novas chuvas a partir deste fim de semana, exigindo assim medidas preventivas para maior margem de segurança no reservatório.
Sem impacto na Capital
Na quinta-feira, o governo gaúcho garantiu que o eventual rompimento da estrutura teria impacto restrito à região próxima. “Existem cerca de 28 edificações na Zona de Autossalvamento, área mais próxima da estrutura, e outras 31 edificações e uma ponte na Zona de Segurança Secundária, que potencialmente seriam atingidas”, frisou.
Disse, ainda, que a onda de inundação não alcançaria Porto Alegre. Nem mesmo as ilhas do Guaíba, região mais sujeita a alagamentos quando sobe o nível de água.
(Marcello Campos)
Voltar Todas de Rio Grande do Sul