Terça-feira, 31 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 30 de março de 2026
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nessa segunda-feira (30) que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, escolhido pelo PSD para disputar a Presidência da República, é “uma figura mais agressiva” do que os outros nomes do partido, mas, ainda assim, deve permanecer na “periferia da eleição”, diante do atual cenário político nacional.
“Obviamente que o Caiado é uma figura mais agressiva, eu diria”, afirmou a ministra, ao comentar o perfil do governador dentro do espectro político. Gleisi também confirmou que deixará o cargo na quarta-feira para concorrer ao Senado pelo Paraná, movimento que marca sua transição para a disputa eleitoral e reforça sua atuação direta no processo político.
Na avaliação da ministra, o espaço para candidaturas alternativas fora dos principais polos é reduzido. Gleisi entende que não deve haver margem significativa para um nome de terceira via, considerando o ambiente de polarização que, segundo ela, já está consolidado no país.
“Eu não sei como vai ser o comportamento da extrema-direita em relação a ele. Do agronegócio com ele, com o Flávio Bolsonaro, como é que isso vai sopesar. Mas eu acho que num quadro como nós estamos, de polarização, é muito difícil, seja quem seja, na terceira via, ter um espaço maior”, afirmou, ao ponderar sobre possíveis apoios e dinâmicas eleitorais.
Ao mencionar diferentes segmentos, como a extrema-direita e o agronegócio, a ministra indicou incertezas quanto ao alinhamento desses grupos em relação à candidatura de Caiado, bem como à de outros nomes que possam surgir no campo conservador. Ainda assim, reiterou que, independentemente dessas variáveis, o ambiente político tende a favorecer candidaturas já consolidadas.
Gleisi também avaliou que o cenário eleitoral aponta para uma disputa concentrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reforçando a leitura de polarização predominante.
“Não é porque eu não quero. É porque é a realidade da política, entendeu? As coisas estão muito consolidadas, estão muito polarizadas. Então, é muito difícil ele, por exemplo, conseguir um espaço que seja maior. Eu acho que vai ficar muito na periferia da eleição”, declarou a ministra, ao explicar sua avaliação sobre as limitações enfrentadas por candidaturas fora dos dois principais eixos. (Com informações do jornal O Globo)