Sábado, 23 de Maio de 2026

Home Porto Alegre RS tem seu 34º feminicídio este ano. Vítima é uma idosa morta pelo neto em Porto Alegre

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A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte de uma idosa de 72 anos no bairro Bom Jesus, Zona Leste de Porto Alegre. De acordo com a corporação, o principal suspeito é um neto da vítima, que procurou por conta própria a Brigada Militar (BM) para relatar o crime, cometido na casa onde ela vivia. Trata-se do 34º caso de morte por questões de gênero no Rio Grande do Sul em 2026.

O autor confesso tem 26 anos e foi preso em flagrante após levar os policiais até o corpo de Cecília Zonta de Castro, deitado sobre a cama, na manhã dessa sexta-feira (22). Ainda não há confirmação oficial da causa do óbito, mas a equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP) que esteve no local constatou sinais de asfixia mecânica.

Em depoimento preliminar, o neto contou ter estrangulado a idosa com as mãos, durante a madrugada, “na tentativa de fazer com que ela pegasse no sono e também o deixasse dormir” – nesse momento as coisas teriam saído de controle. Ao confessar o fato à BM, por volta das 8h, ele aparentemente demonstrava arrependimento.

Imagens do local veiculadas na imprensa da capital gaúcha mostraram a parte externo onde se deu a morte de Cecília. Trata-se de uma casa de configuração bastante simples, localizada nas imadiações do número 55 da rua Sete, na Vila Mato Sampaio.

Esgotamento mental

O homem relatou que a avó apresentava agitação durante a madrugada, decorrente de longo processo de recuperação das sequelas de um acidente de trânsito, situação que exigia por cuidados permanentes em relação à idosa, com quem morava. Disse, ainda, que o marido dela dormia na mesma casa no momento do feminicídio, mas não teria percebido a movimentação.

Conforme a Polícia Civil,o neto não possui antecedentes criminais, nem histórico de consumo de álcool ou outras drogas. Também não havia registros de violência doméstica ou ameaça entre os moradores do imóvel. A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre, Thais Dequech, menciona como possível motivo para o ato extremo o investigado estar sob forte estresse por causa das demandas relaciondas aos idosos.

A hipótese é corroborada pela narrativa de familiares próximos. Tios e vizinhos chamaram a atenção para o fato de que o autor confesso do crime sofre de depressão, não possui trabalho fixo e, ultimamente, apresentava sinais de esgotamento mental pela dedicação exclusiva à rotina de cuidados.

(Marcello Campos)

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