Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026

Home Mundo Rússia diz que ação dos Estados Unidos na Venezuela é “agressão armada” e expressa solidariedade a Maduro

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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou neste sábado, 3, o que definiu como um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela. Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ataques de “grande escala” e que o líder venezuelano e sua esposa foram “capturados” e retirados do país.

“Deve ser garantido à Venezuela o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer intervenção externa destrutiva, muito menos militar”, diz o comunicado publicado pela chancelaria russa, que pede abertura de diálogos para impedir maior escalada no conflito e reafirma “solidariedade” ao governo e ao povo da Venezuela.

O ministério acrescentou que a América Latina deve “permanecer uma zona de paz”.

No final de dezembro passado, em meio às operações americanas contra embarcações venezuelanas no Caribe, Moscou já havia declarado apoio “total” a Caracas. A posição foi confirmada após uma conversa telefônica entre os chanceleres russo, Sergei Lavrov, e venezuelano, Yvan Gil, segundo comunicados divulgados pelos dois governos.

Durante o diálogo, os ministros condenaram ataques a embarcações acusadas de envolvimento com tráfico de drogas — alegações feitas pelos Estados Unidos sem apresentação pública de provas — e a apreensão de petroleiros.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado, 3, que Caracas não sabe o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Em pronunciamento à rede pública VTV, Rodríguez exigiu “prova de vida imediata do governo do presidente Donald Trump sobre as vidas do presidente Maduro e da primeira-dama”.

Em paralelo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, insistiu que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras em território venezuelano.

“Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu”, acrescentou.

Durante a madrugada, explosões foram ouvidas na Venezuela, incluindo em sua capital, Caracas. O regime Maduro decretou estado de emergência, acusou os Estados Unidos de “agressão militar” e responsabilizou o governo Trump pelos ataques.

Em comunicado, o governo da Venezuela instou os cidadãos a se levantarem contra o ataque e afirmou que Washington corre o risco de afundar a América Latina no caos com um ato “extremamente grave” de “agressão militar”. “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, disse o regime.

“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, junto com sua esposa, foi capturado e retirado do país por via aérea”, escreveu Trump na rede Truth Social. “Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos. Mais detalhes serão divulgados em breve. Haverá uma coletiva de imprensa. Obrigado pela atenção a este assunto!”. Com informações da Revista Veja.

 

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