Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026

Home Mundo Saiba como Elon Musk dá um “empurrãozinho” à invasão de Trump na Venezuela

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Após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro, o bilionário Elon Musk decidiu fornecer internet gratuita para a população venezuelana até o dia 3 de fevereiro, com o objetivo de assegurar “conectividade contínua” no país. A iniciativa ocorre em meio a apagões de energia e interrupções de comunicação registrados após a ação militar, que afetou infraestruturas estratégicas e serviços básicos.

O anúncio foi feito por meio do perfil no X (antigo Twitter) da Starlink, subsidiária da SpaceX, empresa de Musk, que repostou a publicação original e escreveu: “Em apoio ao povo da Venezuela”. A mensagem destacou o caráter humanitário da medida, sem detalhar eventuais coordenações com autoridades locais ou internacionais.

A companhia não divulgou o número de beneficiados pelo serviço, que utiliza pequenos satélites em órbita terrestre baixa para levar internet a regiões remotas ou afetadas por conflitos. Também não foram informados detalhes sobre possíveis limitações técnicas, como velocidade de conexão, necessidade de equipamentos específicos ou cobertura total do território venezuelano.

A Starlink é uma empresa de internet via satélite da SpaceX, também controlada por Musk, e tem sido utilizada em regiões afetadas por conflitos ou crises para assegurar acesso à comunicação. O serviço já foi adotado em outros cenários de instabilidade política ou militar, com o argumento de garantir comunicação civil, acesso à informação e coordenação de ajuda humanitária. Segundo a empresa, o período gratuito será aplicado automaticamente aos usuários da Venezuela que já possuam os equipamentos necessários.

O anúncio foi feito poucos dias após um ataque militar em larga escala realizado pelos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3), que resultou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro. A operação provocou reações internacionais divergentes e abriu um debate sobre soberania, legalidade da ação e seus efeitos sobre a população civil.

O governo norte-americano acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles, responsável por tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas, classificando-o como narcoterrorista. Essas acusações são rejeitadas por aliados do ex-presidente venezuelano e por setores que questionam a condução da operação militar.

Segundo informações das autoridades dos EUA, a operação contou com a ajuda de um agente da CIA infiltrado no governo venezuelano. Com a prisão de Maduro, a sucessão do poder ainda é incerta. A Constituição venezuelana prevê que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente, mas a oposição afirma que o presidente legítimo seria Edmundo González, atualmente exilado. (Com informações do portal Poder360)

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