Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

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Maimuna Majumder sentiu-se tão bem preparada quanto uma pessoa poderia estar quando a pandemia de covid começou no início de 2020. Como epidemiologista de doenças infecciosas na Faculdade de Medicina de Harvard e no Hospital Infantil de Boston, ela vinha estudando pandemias emergentes há uma década. Mas essa era pessoal.

Ela perdeu colegas para o coronavírus e para o suicídio durante a pandemia. Seu tio passou um tempo em uma unidade de terapia intensiva em Bangladesh, na Índia. Durante longos dias de trabalho, ela se esquecia de comer por 14 horas seguidas. Ao mesmo tempo, Majumder, uma mulher muçulmana que fala publicamente sobre a pandemia, enfrentou ataques e ameaças nas redes sociais.

Para evitar desmoronar com o estresse, ela se concentrou no trabalho e buscou grupos de apoio, além de se dedicar pelo menos 15 minutos por dia ao cuidado de si mesma, com atividades criativas, como pintura, e estabelecer laços profundos com os colegas de trabalho. Todas essas etapas, disse ela, ajudaram a preservar seu bem-estar.

“Todos nós passamos por uma experiência realmente traumática devido a essa pandemia, mas passar por isso juntos foi uma experiência realmente unificadora”, disse ela. “Isso é algo pelo qual sou muito grata.”

A saúde mental se tornou uma pandemia dentro da própria pandemia de Covid-19, com taxas crescentes de ansiedade, depressão e esgotamento. Mas alguns estudos mostram que uma parte substancial dos adultos encontrou maneiras de contornar o problema. Essa tendência ilustra o potencial humano para o que os psicólogos chamam de resiliência, a capacidade de se recuperar de experiências negativas e suportar adversidades.

Como acontece em qualquer crise, algumas pessoas se tornaram ainda mais fortes do que eram antes da pandemia — com mudanças positivas em como elas veem a si mesmas, seus sentimentos ou seus relacionamentos. Os psicólogos chamam essa reação de crescimento pós-traumático.

A boa notícia é que tanto a resiliência quanto a capacidade de superar as adversidades podem ser cultivadas, seja nos melhores ou piores momentos. Estudos sugerem que uma série de estratégias — como buscar apoio de amigos, fomentar uma perspectiva positiva e interromper o estresse — podem moldá-lo para permanecer forte, ou até mesmo ficar mais forte, em momentos difíceis.

“Resiliência é um conjunto de habilidades que a pessoa desenvolve”, disse Steven Southwick, psiquiatra com especialização em estresse pós-traumático na Escola de Medicina de Yale. “E virtualmente qualquer pessoa pode aprender a ser mais resiliente.”

Aqui vão quatro dicas para ajudar você a cultivar a resiliência em 2022:

1. Construa uma rede de apoio forte;

2. Encontre momentos de otimismo;

3. Interrompa o ciclo de estresse e

4. Abrace a mudança.

Ninguém deve se sentir mal por se sentir deprimido, disse Southwick. O sofrimento extremo é um pré-requisito para o crescimento pós-traumático e pode levar meses ou anos para que esse crescimento aconteça. Estresse e enfrentamento costumam ocorrer ao mesmo tempo. Mas uma mudança dramática em sua vida pode levá-lo a reavaliar o que é importante, e isso pode ser bom.

“Vemos isso em pessoas que sobreviveram a luto, desastres naturais, acidentes automobilísticos, condições médicas e entre veteranos de guerra e pessoas que trabalham na área médica”, afirmou. “Eles podem se pegar pensando: eu sou mais vulnerável do que pensava, mas sou mais forte do que jamais imaginei.”

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