Terça-feira, 13 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de outubro de 2026
O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que o crescimento da economia brasileira vai perder fôlego no próximo ano, registrando um aumento menor do que o previsto para 2026.
A avaliação faz parte do relatório Perspectiva Econômica Mundial, em que a instituição, sediada em Washington (EUA), faz previsões sobre toda a economia global. O documento foi divulgado nesta terça-feira (13).
A previsão do FMI para a economia brasileira é de um crescimento de 2,2% para 2026 e de 1,9% em 2027 – uma revisão para baixo de 0,2% e 0,3%, respectivamente, em relação às projeções divulgadas pelo Fundo em julho.
Segundo o FMI, essa desaceleração do crescimento econômico brasileiro reflete “condições monetárias ainda restritivas – voltadas para o retorno da inflação à meta –, a retirada de estímulos da política fiscal e a incerteza global”.
Desde o começo do ano, o Banco Central vem cortando a taxa básica de juros da economia, que já caiu de 15% para 13,75%.
Na mais recente ata do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central destacou que os juros altos no Brasil têm provocado uma desaceleração da economia, mas que a taxa continuará caindo aos poucos para impedir a volta da inflação.
Os últimos dados do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro confirmam essa desaceleração. A economia nacional havia crescido 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.
O crescimento projetado para a economia brasileira pelo FMI está levemente abaixo do previsto para a América Latina, que é de 2,3% em 2026 e de 2,5% em 2027.
No Brasil, a expectativa do FMI é de queda da inflação, mas aumento do desemprego. O FMI prevê que a inflação brasileira vai cair de 5% no ano passado para 4,4% neste ano e para 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego subiria de 6% em 2025 para 6,2% este ano e para 6,8% em 2027.
Economia global
Já o resto do mundo cresceria em um ritmo mais acelerado do que o brasileiro, segundo a projeção do FMI: de 3,4% neste ano e de 3,6% em 2027. Segundo o Fundo, a economia global está “resiliente sob pressão”.
O mundo enfrenta atualmente diversos desafios econômicos: uma inflação alta – que deve atingir 4,7% na média global neste ano para depois cair para 4,1% em 2027 –, uma escalada de conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, uma reavaliação sobre as expectativas ligadas à inteligência artificial, tensões comerciais entre os países e problemas fiscais em diversos governos.
“Por outro lado, um impulso mais forte nos investimentos em IA e ganhos de produtividade decorrentes da IA, ou um alívio sustentado das tensões geopolíticas e comerciais, poderiam fortalecer o crescimento”, afirmou o FMI.