Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de janeiro de 2026
Congressistas da oposição democrata questionaram por que a Casa Branca não pediu autorização do Congresso para conduzir uma ação na Venezuela. Os Estados Unidos atacaram diferentes bairros de Caracas durante a madrugada de sábado (3) e levaram o presidente Nicolás Maduro.
Em entrevista à ABC, o secretário de Defesa Marco Rubio afirmou que não houve necessidade de aval do Legislativo porque, segundo ele, não se tratou de uma invasão militar.
“Isso foi uma operação de prisão, uma operação de aplicação da lei. O Departamento de Defesa entrou e neutralizou qualquer coisa que pudesse representar uma ameaça aos agentes que estavam lá para deter Maduro”, disse Rubio.
Já o líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, classificou a ação americana como ilegal.
“Maduro é uma pessoa horrível, mas você não combate a ilegalidade com mais ilegalidade. O povo americano está perplexo com o que o presidente propôs — que os Estados Unidos passem a governar a Venezuela. O povo americano paga o preço, em vidas e em dinheiro”, afirmou.
Parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos afirmaram ainda no sábado que foram enganados por integrantes do alto escalão do governo do presidente Donald Trump em reuniões recentes sobre a Venezuela. Segundo eles, as autoridades garantiram que não havia planos para derrubar o governo de Nicolás Maduro em Caracas.
Segundo parlamentares, em reuniões informativas realizadas em novembro e dezembro, autoridades como o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmaram repetidamente que não havia planos para uma invasão terrestre nem intenção de promover uma troca de governo no país sul-americano.
“Como o presidente e seu gabinete negaram reiteradamente qualquer intenção de realizar uma mudança de regime na Venezuela ao informar o Congresso, não temos clareza sobre como o governo está se preparando para mitigar os riscos para os Estados Unidos nem sobre qual é a estratégia de longo prazo após a escalada extraordinária de hoje”, disse a senadora Jeanne Shaheen, de New Hampshire, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, em comunicado.
Segundo Shaheen, a administração apresentou “três explicações diferentes e contraditórias” para justificar suas ações, o que, na avaliação dela, configurou um esforço para enganar o Congresso e a opinião pública.
Outros parlamentares democratas afirmaram ter sido induzidos ao erro.
“O governo mentiu para o Congresso e lançou uma guerra ilegal para promover uma mudança de regime e controlar o petróleo”, escreveu o deputado Don Beyer, da Virgínia, em uma publicação na rede social X.
Em entrevista coletiva no sábado, Trump afirmou que o Congresso não foi plenamente informado sobre os planos para a Venezuela por receio de vazamentos. “O Congresso tem uma tendência a vazar”, declarou o presidente.
Mesmo antes da ofensiva, parlamentares — inclusive alguns republicanos aliados de Trump — já cobravam mais transparência sobre a estratégia do governo para a Venezuela, país rico em petróleo.
As dúvidas se intensificaram após o reforço militar dos EUA no sul do Caribe e a ordem para ataques a embarcações que, segundo o presidente, estariam envolvidas no tráfico de drogas.
Por Redação Rádio Pampa | 5 de janeiro de 2026
Congressistas da oposição democrata questionaram por que a Casa Branca não pediu autorização do Congresso para conduzir uma ação na Venezuela. Os Estados Unidos atacaram diferentes bairros de Caracas durante a madrugada de sábado (3) e levaram o presidente Nicolás Maduro.
Em entrevista à ABC, o secretário de Defesa Marco Rubio afirmou que não houve necessidade de aval do Legislativo porque, segundo ele, não se tratou de uma invasão militar.
“Isso foi uma operação de prisão, uma operação de aplicação da lei. O Departamento de Defesa entrou e neutralizou qualquer coisa que pudesse representar uma ameaça aos agentes que estavam lá para deter Maduro”, disse Rubio.
Já o líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, classificou a ação americana como ilegal.
“Maduro é uma pessoa horrível, mas você não combate a ilegalidade com mais ilegalidade. O povo americano está perplexo com o que o presidente propôs — que os Estados Unidos passem a governar a Venezuela. O povo americano paga o preço, em vidas e em dinheiro”, afirmou.
Parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos afirmaram ainda no sábado que foram enganados por integrantes do alto escalão do governo do presidente Donald Trump em reuniões recentes sobre a Venezuela. Segundo eles, as autoridades garantiram que não havia planos para derrubar o governo de Nicolás Maduro em Caracas.
Segundo parlamentares, em reuniões informativas realizadas em novembro e dezembro, autoridades como o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmaram repetidamente que não havia planos para uma invasão terrestre nem intenção de promover uma troca de governo no país sul-americano.
“Como o presidente e seu gabinete negaram reiteradamente qualquer intenção de realizar uma mudança de regime na Venezuela ao informar o Congresso, não temos clareza sobre como o governo está se preparando para mitigar os riscos para os Estados Unidos nem sobre qual é a estratégia de longo prazo após a escalada extraordinária de hoje”, disse a senadora Jeanne Shaheen, de New Hampshire, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, em comunicado.
Segundo Shaheen, a administração apresentou “três explicações diferentes e contraditórias” para justificar suas ações, o que, na avaliação dela, configurou um esforço para enganar o Congresso e a opinião pública.
Outros parlamentares democratas afirmaram ter sido induzidos ao erro.
“O governo mentiu para o Congresso e lançou uma guerra ilegal para promover uma mudança de regime e controlar o petróleo”, escreveu o deputado Don Beyer, da Virgínia, em uma publicação na rede social X.
Em entrevista coletiva no sábado, Trump afirmou que o Congresso não foi plenamente informado sobre os planos para a Venezuela por receio de vazamentos. “O Congresso tem uma tendência a vazar”, declarou o presidente.
Mesmo antes da ofensiva, parlamentares — inclusive alguns republicanos aliados de Trump — já cobravam mais transparência sobre a estratégia do governo para a Venezuela, país rico em petróleo.
As dúvidas se intensificaram após o reforço militar dos EUA no sul do Caribe e a ordem para ataques a embarcações que, segundo o presidente, estariam envolvidas no tráfico de drogas.